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28 novembro, 2012

Outra noite sem mais


Não me basto.
Convivo comigo um pouco mais.
Só não fico só.

Violáceas pequenas penas
rosas, violetas, açucenas,
do limão à limonada
na carência de querência.

Adoçada uma enlevada purgação.
Bastam flores sóis então a girar
noites e dias mais a rodopiar.

Ora, por nós, agora, é bem hora
de dormir pra deixar de sonhar.

27 agosto, 2012

Só!

Já é ontem o tempo de ser feliz.
Continuarei um incorrigível, sim.
Sou só a soma grosseira de erros
pessoa presunçosa e atormentada
crendo cada dia mais no intangível.
Sendo e querendo ser só o que sou.

15 dezembro, 2009

Um, apenas só

Sou somente um só
Só um a duras penas.
Resto sem dó apenas
Sou tanto quanto pó

Salva-me o amor havido
Um tanto entanto exaurido
Encanto nos desencantos
Mais na dor que acalanto

10 dezembro, 2009

Preciso Aprender a Ser Só




Marcos Valle/Paulo Sergio Valle

Ah, se eu te pudesse fazer entender
Sem teu amor eu não posso viver
E sem nós dois o que resta sou eu
Eu assim tão só
E eu preciso aprender a ser só
Poder dormir sem sentir teu calor
E ver que foi só um sonho e passou

Ah, o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor

...

29 setembro, 2009

rosa sol



tantas fiz que me perdi de ti
tanto busquei e não mais a vi
havia de ser assim, sim, se é
podia ser de modo outro, sim.
não é porque não mais se quer
ou não mais se quer porque só
pode ser após quase se morrer
mas não se morre um pouco sim
morre-se defintivamente e só!

02 agosto, 2009

só



A poesia alucina à luz do dia
É açoite, tarde da noite
Ou vice-versa, se for conversa
Ainda posa, de boa prosa
Airosa, desairosa, alucinógena
Comovida, dolorida

Mal-dormida, desamada
Congestionada, entupida
Ficaria um tempo amando

Só
Reluzindo
Se não a ouvisse soluçando

16 fevereiro, 2008

que amigo teu eu seria...



Ela me sorri,
meu sorriso não retorna
há de ser de mim o que
que não mais a percebo
nem se se refira ela a mim
Definiu-se-me como a dor
Estou vivo, o coração dói
Eu a amo e é isso só
que nada importa.
Faz penar
Diz que se refere a mim.
Indiferença seria ainda pior.
Muito, muita vez mais.

Nem trocamos apenas olhares
e já somos os mais fiéis amigos.
E por que, então, sinto dor
pela amizade da mulher que amo?
E por que furtar-me jamais de dizer
que é amor, aceite assim...
ou mesmo não, porque, eu sendo
louco desato aqui o que sinto,
seja doçura do grande amor,
sejam meus ais, vão ser os teus.
Desatinado. Sei que não há destino,
nem fadado está nosso caminho,
que pavimentaria para te amar
Pronuncias o impronunciável: amiga
A palavra é amor.
Ouve-me mesmo?
O clamor que me esgana e te conclama?
Um amor sem a conseqüência, assim, é
p'ra morrer de te querer, deixá-la então
por cálice a mais de tão amargoso vinho
vou-me reerguendo em prantos. Não te
aflijas que ainda não vou à tibieza
Não estou então fraco,
é apenas morto que estou,
não tenha dó, não é lamúria,
é meu modo de purgar...
o falso do verdadeiro
Serve-me em teus dedos finos a delicadeza
tua que me alcance os lábios e talvez me toquem,
que é desespero não saber se o buquê
é teu ou de qualquer
Sei da tua amizade.
escreves nos meus escritos,
És mais amiga deles que eu próprio,
que tento desvencilhar-me
como alguém outro, um não autor
à cata de que sirvam a outrem
mais do que a mim têm servido
Jornada sentimental sem melodia
"Sempre te amarei, amigo"
Um leitor de agora tão estranhas linhas,
posso dizer-te, parece a canção vulgar
não o tão belo clássico que me ofereces
com as ilustrações ainda mais belas.
És hoje uma amiga. É brega, nem luxo,
estar apaixonado assim parece
que posso fazer a canção,
mas sequer firo um violão, menos
ainda tanjo um banjo.
Desafino.
Deixa-me mal comigo mesmo,
Então, mais desespero
Vou em frente um pouco tímido,
Levo esse barco já sem leme
em busca do que, sim, do querer
e o que me espera, sei, é um amor
que nunca em mim se apaga,
nem que não encontre quem o afague
nos atormentados momentos, poucos,
mas intensamente contrariados por
um grande desamor.
(E vê que as rimas já me fogem,
empobrecem; entristecem...
É tarde, o sono me aperta os olhos,
cobra um indevido repouso
que não ouso buscar no sono
Oh! Estranhada amiga minha.

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