A distinção entre informe técnico e propaganda é fundamental
em todos os momentos da existência, ainda mais em caso de guerras, quando o
acesso às fontes primárias para checagem de fatos se torna quase impossível em
razão do inesperado nos fronts. É quando os antagonistas tentam impor
narrativas em defesa de suas ações e consequências delas. Costuma acontecer das
versões sobre o mesmo ocorrido serem narrativas opostas e destoantes, típicas
de um cenário de outra guerra, a da informação. A morte de dezenas de crianças
em uma escola, em si, é um evento catastrófico. Ante a dimensão trágica de que
se reveste, do ponto de vista humanitário e ético, faz desmoronar qualquer
narrativa de "precisão" ou "operação cirúrgica". Na
linguagem militar e política, existe um abismo entre o que os governos declaram
e a realidade no solo. Trump e Netanyahu na guerra por prestígio veem os preços
do barril de petróleo subirem a 80 dólares no primeiro dia pós-início da guerra
nas bolsas asiáticas.

Escola atingida em meio a bombardeios
de Israel e EUA contra o Irã © ANSA/AFP
Após a morte do Líder Supremo Ali Khamenei em 28 de
fevereiro de 2026, o Irã ativou mecanismos constitucionais para evitar um vácuo
de poder, formando um Conselho Provisório de Liderança neste domingo, 1º de
março. Evita assim o propósito de Donald Trump de criar as condições para a
derrubada do poder dos aiatolás, para o que, inclusive, ele e Benjamin
Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, fazem convocações diárias à mobilização
do povo persa.
O governo de transição está estruturado e se conforma em um
Conselho Provisório de Liderança (Trio de Comando), definido conforme o Artigo
111 da Constituição iraniana. Este conselho assume temporariamente todas as
funções de Líder Supremo, e é integrado por Masoud Pezeshkian, o atual
presidente do Irã, considerado de perfil reformista; Gholam-Hossein
Mohseni-Ejei, atual chefe do Poder Judiciário, de perfil linha-dura, e Alireza
Arafi, clérigo e membro do Conselho de Guardiães, eleito neste domingo como o
Líder Supremo Interino e jurista do conselho.
Ali Larijani, ex-presidente do Parlamento e atual chefe de
segurança, está coordenando o processo de transição e afirmou que o sistema
institucional permanece intacto apesar dos ataques. Há ainda a Assembleia de
Peritos, corpo de 88 clérigos que tem a tarefa constitucional de eleger um
sucessor permanente "o mais rápido possível".
Foram decretados 40 dias de luto pela morte de Khamenei. O Conselho Supremo de Segurança Nacional reiterou que a
resistência e o confronto contra os "inimigos" (EUA e Israel)
continuarão sob o novo comando interino. A nomeação rápida de Alireza Arafi visa projetar
estabilidade e garantir que as ordens militares de retaliação sejam cumpridas
de forma centralizada.
Essa estrutura governamental funcionará até que a Assembleia
de Peritos conclua o processo de escolha do novo Líder Supremo definitivo, o
que ocorre em sessões fechadas e sob forte vigilância da Guarda Revolucionária.
Os Estados Unidos e o Irã apresentam versões conflitantes
sobre as perdas navais na operação em curso (março de 2026): Donald Trump anunciou hoje que as
forças americanas destruíram e afundaram nove navios de guerra iranianos. Entre
as embarcações, segundo descreveu, alguns "relativamente grandes e
importantes". O Comando Central dos EUA (CENTCOM) especificou que uma
corveta da classe Jamaran foi atingida e afundou próximo ao píer de Chah Bahar,
no Golfo de Omã.
O governo iraniano não confirmou a destruição de seus
navios, ao contrário, afirmam que suas capacidades militares permanecem
intactas. O Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, declarou que,
apesar dos ataques, "nada mudou" em termos de capacidade militar e
que o país continuará a se defender.
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou ter realizado
ataques bem-sucedidos contra alvos da coalizão, incluindo a afirmação de que
atingiram o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln com quatro mísseis
balísticos — informação que o CENTCOM classificou como falsa. O Irã também
reivindicou ataques a três petroleiros no Golfo, descrevendo-os como
embarcações ligadas aos EUA e Reino Unido. A Guarda Revolucionária mantém o
aviso de que nenhum navio tem permissão para passar pelo Estreito de Ormuz, tentando
estabelecer um bloqueio total na região.
Lembremos, a distinção entre informe técnico e propaganda é
fundamental, pois as narrativas de ambos os lados são diretamente opostas e
típicas do cenário de guerra de informação.
Examinemos o caso do super-radar radar AN/FPS-132. Até o momento, o que se sabe com base em fontes oficiais e
relatórios independentes de 1º de março de 2026, há a respeito, o seguinte:
1. A Narrativa do Irã
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirma
categoricamente a destruição total do radar AN/FPS-132.
2. A Narrativa do Catar e dos EUA (Informes de Intercepção)
O Ministério da Defesa do Catar emitiu comunicados oficiais
informando que a grande maioria das ameaças foi interceptada. O Catar admite
que houve uma "segunda onda de ataques" no dia 28 de fevereiro, mas
sustenta que os mísseis teriam sido neutralizados antes de atingirem seus alvos
principais.
Danos admitidos: Fontes ligadas ao Pentágono citadas por
agências como a Reuters mencionam que o radar foi atingido e danificado, mas
não necessariamente "destruído".
3. Evidências Independentes (Fatos Verificáveis)
Impacto Real: Relatos locais confirmam explosões e queda de
estilhaços que feriram pelo menos oito pessoas no Catar.
Status Operacional: Enquanto o Irã diz que o radar
"sumiu", os EUA mantêm que a base de Al Udeid continua operacional. Em síntese, houve um ataque real com múltiplos mísseis e o
sistema de radar sofreu algum nível de dano físico. A alegação de "destruição total" (Irã) e a de
"intercepção de todos os mísseis sem danos" (Catar) carecem de
comprovação.
Outro episódio também exige avaliação.
Continua sendo essencial a discernir fatos de versões. Mesmo
no exame do ataque a um prédio escolar onde dezenas de crianças são
assassinadas por bombardeio. Quando governos como os de Israel ou dos EUA usam
o termo "cirúrgico", eles se referem ao uso de munições guiadas por
GPS ou laser que, teoricamente, deveriam atingir apenas alvos militares, como
tropas, veículos, os radares e bases militares. Por essa concepção da guerra, a
destruição de uma escola infantil não deveria acontecer.
Até o momento, há variação nos números do ocorrido de 85 a
148 mortos, decorrente da atualização progressiva dos dados pelas autoridades
locais e agências de notícias estatais do Irã conforme as operações de resgate
avançam.
As principais fontes responsáveis por esses números são a
Promotoria de Minab, onde se localizava a escola de meninas. O promotor local,
Ebrahim Taheri, citado pela agência de notícias Mizan (veículo oficial do
Judiciário iraniano) confirmou que o balanço inicial subiu para 85 e,
posteriormente, para 108 e 148 mortos à medida que mais corpos eram retirados
dos escombros.
As agências estatais IRNA, Tasnim e Fars foram as primeiras
a reportar o aumento sistemático das vítimas, baseando-se em boletins do
Governo de Hormozgan e do Crescente Vermelho iraniano. Autoridades regionais,
como o governador de Minab, Mohammad Radmehr, e o vice-governador, Ahmad
Nafisi, também forneceram declarações confirmando o alto número de meninas
assassinadas entre estudantes e pessoal da escola Shajareh Tayyiba.
O governo de Israel afirma desconhecer operações específicas
visando alvos civis ou escolas na área citada. Os Estados Unidos ainda não
confirmam os números e afirmam estar "investigando" os relatos do
bombardeio
A tragédia na escola infantil no Irã gerou condenações
imediatas da comunidade internacional. Existe pressão para que órgãos da ONU
investiguem o incidente na escola sob a ótica do Direito Internacional
Humanitário, que exige a proteção rigorosa de crianças em zonas de conflito.
As reações europeias ao massacre na escola infantil e ao
agravamento da guerra foram de choque e condenação, marcando uma ruptura na
narrativa de "apoio total" que alguns países mantinham. Na Inglaterra
e na Itália, protestos populares começaram a surgir contra o envio de armas ou
apoio logístico à coalizão, usando as imagens da escola como símbolo de
resistência à guerra.
O presidente francês e o chanceler alemão emitiram
comunicados conjuntos condenando a morte das meninas. A França classificou o
episódio como uma "tragédia insuportável" e exigiu uma investigação
independente imediata para apurar se houve crime de guerra.
O governo brasileiro, através do Ministério das Relações
Exteriores (Itamaraty), condenou veementemente os ataques contra o território
iraniano e classificou a ofensiva como um fator que agrava a instabilidade
regional e coloca em risco a paz no Oriente Médio.
A diplomacia brasileira reiterou que a negociação é o único
caminho viável para a paz e fez um apelo pelo respeito ao Direito Internacional
e p Direito Internacional Humanitário.
O assassinato das meninas tornou-se o ponto de maior pressão
diplomática contra o governo Trump e Netanyahu, minando a narrativa de uma
operação puramente militar. A situação política de Donald Trump e Benjamin Netanyahu
está profundamente ligada ao desenrolar militar da Operação "Roaring
Lion". O conflito direto com o Irã alterou drasticamente o cenário
eleitoral de 2026 em ambos os países.
Com as eleições de meio de mandato marcadas para novembro de
2026, o prestígio de Trump pretende aumento de popularidade com o discurso de
"paz através da força", em que inclui o anúncio da destruição da
marinha iraniana como prova da eficácia de sua liderança.
Entanto, cresce a oposição entre o eleitorado que teme o
envolvimento em mais uma "guerra eterna" no Oriente Médio. Se o preço
do petróleo e da gasolina disparar nos EUA devido ao fechamento do Estreito de
Ormuz pelo Irã, o prestígio de Trump pode ser seriamente abalado antes das
eleições.
Benjamin Netanyahu vive um momento de "sobrevida
política" extrema devido, com o prestígio sob pressão fruto da guerra
contra o Hamas em Gaza. Antes da escalada contra o Irã, Netanyahu enfrentava
protestos massivos e baixa popularidade. Com o novo ataque direto aos persas e
a convocação de 100 mil reservistas, a política interna israelense entrou em
"modo de trégua". Netanyahu se apresenta agora como o "protetor
da existência de Israel" e contabiliza créditos com o assassinato do líder
iraniano, sem ainda incorporar ao cálculo o assassinato das meninas na escola
infantil iraniana.
A formação de um gabinete de guerra unificou temporariamente
o país, mas há indícios de que enfrentará cobranças severas sobre as falhas de
segurança que permitiram que mísseis atingissem cidades como Beit Shemesh.
As eleições de 2026 em Israel são parlamentares e poderiam
ser convocadas antecipadamente. Sob Estado de Emergência, no entanto, a
tendência é que o processo político seja congelado, enquanto a guerra contra o
Irã persistir. E persistirá, a depender do que se verificou hoje.
Houve
ataques iranianos confirmados contra infraestruturas portuárias estratégicas na
região do Golfo neste final de semana, como parte da retaliação de Teerã após a
ofensiva de Israel e dos EUA e do assassinato de Ali Khamenei, om líder supremo
dos persas.
Os principais alvos atingidos foram o Porto de Jebel Ali
(Dubai, EAU), um dos maiores portos do mundo, foi atacado no domingo, 1º de
março. Relatos da Al Jazeera e da Associated Press confirmaram colunas de
fumaça subindo da área portuária após explosões causadas por mísseis ou drones.
Imagens da Reuters registraram fumaça densa no Porto Zayed
em Abu Dhabi após um ataque no início da manhã de domingo. O centro de monitoramento Israel-Alma informou que dois
drones iranianos atingiram o Porto de Duqm em Omã. O navio petroleiro "Skylight" foi atacado a cinco
milhas náuticas da costa de Omã, ferindo quatro tripulantes e forçando a
evacuação total da embarcação.
As forças da coalizão EUA/Israel atacaram o porto iraniano
de Bandar Abbas e o porto de Chah Bahar. Segundo o Comando Central dos EUA
(CENTCOM) um navio de guerra iraniano foi afundado enquanto estava atracado no
Golfo de Omã. A navegação pelo Estreito de Ormuz está tecnicamente
suspensa ou severamente limitada devido a esses riscos.
Simultaneamente, Israel amplia a convocação de reservistas e
medidas de emergência. Um total de 100 mil novos reservistas convocados soma-se
aos 50 mil que já estavam em serviço ativo. As tropas serão destinadas à proteção das fronteiras com a
Síria, Líbano, Faixa de Gaza e Cisjordânia, além de fortalecer o Comando da
Frente Interna para operações de busca e resgate. O ministro da Defesa, Israel
Katz, declarou estado de emergência em todo o país. Escolas foram fechadas,
aglomerações públicas proibidas e pacientes de hospitais transferidos para
instalações subterrâneas como precaução contra ataques de mísseis e drones
iranianos.
Segundo o governo israelense, a mobilização visa "eliminar ameaças"
e preparar o país para uma operação que pode durar algumas semanas, sem uma
data de término definida. Cidades como Beit Shemesh e Jerusalém já sofreram
impactos diretos de mísseis iranianos. O aeroporto Ben Gurion opera com severas
restrições. A maioria das companhias internacionais cancelou voos para Tel
Aviv, enquanto o espaço aéreo de países vizinhos como Jordânia e Líbano também
foi fechado para aviação civil.
Tanto nos EUA como em Israel, sucesso ou fracasso militar
nas próximas semanas determinarão se seus atuais líderes sairão como heróis ou
como responsáveis por uma catástrofe.
As eleições de meio de mandato de novembro de 2026, com
renovação de toda a Câmara dos Representantes e um terço do Senado serão
escrutínio também sobre o governo Trump e a condução da guerra. Trump precisa que o Congresso, atualmente com maiorias
republicana estreita, aprove os pacotes bilionários de assistência militar para
Israel e de financiamento das operações dos EUA no Golfo. Candidatos
republicanos ao Congresso já colam suas imagens à "demonstração de
força" de Trump contra o Irã. Se a guerra for vista como uma vitória
rápida com poucas baixas americanas, as chances de Trump expandir sua maioria
no Congresso em novembro aumentam significativamente.
Um importante inimigo de
Trump, no entanto, aparece já na abertura das bolsas de segunda-feira 02/03. A
inflação. Se o fechamento do Estreito de Ormuz fizer o preço da gasolina nos
EUA disparar e se mantiver em alta até novembro, os Democratas terão mais
munição, além das tarifas internacionais que resultaram em aumento interno de impostos,
dos efeitos ainda não medidos do Caso Epstein, argumentando que a política
externa de Trump está punindo o bolso do trabalhador americano.
A morte de soldados em combates, três já confirmadas, é um
ponto diferenciado de desgaste. Se o número de esquifes voltando para os EUA
aumentar, o apoio do eleitor independente — crucial para decidir o controle da
Câmara e do Senado — pode migrar para a oposição, que pedirá
"desescalada", o que já aconteceu no fim de semana com mobilizações
de rua em que Jane Fonda voltou a pontificar como ativista pública contra a
guerra, agora contra Trump, a quem chamou de imoral, propondo que as mudanças que
os estadunidenses querem para o mundo devem iniciar "em casa".
Em Israel, pelo sistema parlamentarista, Netanyahu governa
através de uma coalizão. Antes da guerra, ele corria o risco de o governo cair
e novas eleições serem convocadas. Com o Estado de Emergência, a oposição (como
Yair Lapid e Benny Gantz) enfrenta o dilema da crítica a Netanyahu parecer ato
"antipatriótico", o que dá ao atual primeiro-ministro um fôlego
político que ele não tinha há anos.
Trump joga o controle do Poder Legislativo em novembro,
enquanto Netanyahu joga sua própria permanência no cargo através da
sobrevivência da sua coalizão sob fogo.
Se a operação militar for vista como "cirúrgica" e
bem-sucedida (com a destruição dos radares e da marinha iraniana), Trump pode
ajudar os Republicanos a manter ou expandir a maioria no Congresso, usando a
narrativa de segurança nacional. Se o conflito se arrastar e causar uma alta
nos preços dos combustíveis nos postos americanos em pleno ano eleitoral, os
Democratas usarão isso como munição pesada, culpando a "aventura
militar" de Trump pela inflação no bolso do eleitor.
Os Democratas também estão em posição
delicada. O apoio institucional é exigido no curto prazo, em razão da
dificuldade de criticar um presidente enquanto soldados americanos estão
morrendo. Assim, tendem a apoiar o financiamento militar para não parecerem
"antipatriotas". A médio prazo, focarão na diplomacia rompida,
argumentando que a política de Trump trouxe o mundo à beira de uma Terceira
Guerra Mundial, tentando atrair o voto dos eleitores jovens e dos estados
pêndulos que são contra intervenções externas.
Netanyahu afasta as chances de uma queda de governo, seu
prestígio depende do desfecho do conflito. Se ele não conseguir "eliminar
a ameaça nuclear iraniana" de vez, a oposição o atacará por expor Israel a
um ataque de mísseis balísticos sem precedentes. Pelo andamento da carruagem, Netanyahu usará a emergência
para adiar qualquer disputa interna, mantendo-se no poder através do governo de
união nacional.
No plano internacional, as reações europeias ao massacre das
meninas na escola infantil e ao agravamento da guerra foram de choque e
condenação, marcando uma ruptura na narrativa de "apoio total" que
alguns países ainda mantinham, apesar da agressão dos EUA e Israel ao Irã terem
se dado em pleno ambiente de negociações de paz. Alto Representante da UE para
Assuntos Estrangeiros afirmou que ataques a infraestruturas escolares violam o
Direito Internacional Humanitário. A Europa teme que esse nível de violência
provoque uma nova crise migratória massiva vinda do Oriente Médio.
No mundo dos negócios, o mercado do petróleo reagiu com
pânico à destruição dos portos e ao bloqueio do Estreito de Ormuz. O barril de
petróleo Brent subiu velozmente, ultrapassando a barreira dos US$ 80,00. Já no domingo o mercado sinalizava uma forte alta
impulsionada pela escalada de tensões militares entre os Estados Unidos, Israel
e o Irã.
As bolsas asiáticas e a australiana operam em forte queda na
segunda-feira (02/03/2026), refletindo o pânico dos investidores com a escalada
militar contra o Irã no fim de semana. O petróleo disparou na abertura dos mercados asiáticos na
segunda-feira (02/03/2026), com o Brent saltando 13% em seu pico inicial. O
movimento reflete o temor de interrupções críticas no fornecimento após os
ataques militares no Oriente Médio e a ameaça de fechamento do Estreito de
Ormuz. Nas bolsas de Sydney e Tóquio, as ações de grandes petroleiras como
Woodside e Santos operam na contramão dos índices gerais, registrando altas
entre 6% e 9%. Analistas em Cingapura e Hong Kong já incorporam o risco de o barril
atingir os US$ 100 caso o conflito impeça o tráfego de navios-tanque na região.