Jeffrey Epstein articulou uma rede mundial de pedofilia como estratégia central para consolidar poder e influência, como fica evidente no caso do senhor Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do Rei Charles III, preso no Reino Unido, em 19 de fevereiro de 2026, sob suspeita de má conduta em cargo público.
O nome mais comum para a prática do que vamos examinar
especialmente no âmbito de segurança e espionagem econômica e política é Honey
Trap, expressão clássica para a estratégia da promoção de relacionamentos
românticos ou sexuais com o objetivo de comprometer personalidades e autoridades
criando situações objetivas para obter segredos públicos e privados via a sextortion,
quando o flagrante sexual é utilizado para chantagear a pessoa exigindo
dinheiro, decisões políticas ou silêncio em troca da não divulgação das imagens
ou de fatos de algum modo registrados. O flagrante preparado ou
"provocado", quando a situação foi montada artificialmente para
incriminar alguém, até poderá tornar a prova inválida no recurso ao âmbito
jurídico, mas muito estrago terá sido feito até um juízo final.
Documentos recentemente divulgados pelo Departamento de
Justiça dos EUA reforçam que Epstein tentou construir uma rede poderosa de
figuras políticas e líderes empresariais através desses métodos.
O esquema até aqui revelado inclui relações objetivas com Ehud
Barak, ex-primeiro-ministro israelense, que também serviu como ministro da
Defesa de Israel (2007-2013). Na construção clandestina e conspirativa da
hegemonia surge no circuito a relação entre Jeffrey Epstein e Steve Bannon, aliado
político e conselheiro de Donald Trump, revelada detalhadamente em documentos
liberados entre o final de 2025 e início de 2026, num momento em que a estratégia
de mediação informal de Epstein-Ehud-Bannon em geopolítica e tecnologia de
segurança aparece e vai sendo consolidada. Epstein não apenas financia
tecnologias de defesa, mas usa sua rede para conectar figuras como Bannon a
líderes globais e ex-chefes de inteligência, como Ehud Barak, visando a
expansão de movimentos políticos e interesses internacionais de segurança.
A hipótese de Jeffrey Epstein ter atuado como um ativo do
Mossad (serviço de inteligência externa de Israel) é uma das teorias mais
persistentes da atualidade, robustecida com a divulgação recente de documentos
oficiais em 2026.
Embora o governo israelense e líderes israelitas como ex-primeiro-ministro
Naftali Bennett neguem qualquer vínculo, diversos elementos e documentos do
Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) sustentam a suspeita.
A suposição principal é de que inicialmente a
coleta de flagrantes visasse à criação de um inventário para chantagem sexual
contra líderes mundiais, acadêmicos e empresários influentes, uma Kompromat*
que permitiria exercer alavancagem sobre decisões de política externa dos EUA e
de outras potências.
Memorando do FBI de 2020, revelado recentemente, cita uma
fonte confidencial afirmando que Epstein foi "treinado como espião"
sob a supervisão do ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak
((1999–2001)) e que era um "agente cooptado do Mossad".
Ghislaine Maxwell, uma ex-socialite britânica, condenada em 2022 a 20 anos de
prisão nos Estados Unidos por tráfico sexual e por aliciar meninas menores de
idade para o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, foi parceira de
longa data, confidente e cúmplice de Epstein, desempenhando um papel
fundamental na rede de abusos criada por ele entre 1994 e 2004. Gislaine é
filha de Robert Maxwell, um magnata da mídia amplamente considerado por
ex-oficiais de inteligência como um ativo de alto nível do Mossad até sua morte
misteriosa em 1991.
Ehud Barak, que também servira como ministro da Defesa
de Israel de 2007 a 2013, visitou residências de Epstein quase 30
vezes entre 2013 e 2017, segundo ele após deixar os cargos públicos.
Consta que Epstein destinou em 2015 investimentos de cerca
de US$ 1 milhão intermediado pelo próprio Ehud Barak, a startup
de tecnologia de vigilância e segurança Reporty, posteriormente
renomeada para Carbyne.
Embora tenha mantido por anos que não tinha conhecimento da
gravidade dos crimes, em entrevista exclusiva ao Canal 12 de Israel em
fevereiro de 2026 (após a divulgação de novos documentos do caso), Ehud Barak
expressou arrependimento e pediu desculpas publicamente por sua longa
associação com Jeffrey Epstein, e disse que "se arrepende do
momento em que conheceu Epstein" financiador de projetos comerciais
seus.
Barak admitiu que sabia da condenação de Epstein em 2008, mas
alegou que, na época, a elite americana parecia tratar o caso como alguém que
"pagou sua dívida com a sociedade". Ele afirmou que eram estas as
razões por ter cortado relações definitivamente apenas em 2019,
quando nova investigação revelou a "extensão e profundidade" dos
crimes de Epstein. Barak enfatizou que, nos 15 anos em que conheceu Epstein,
nunca presenciou ou participou de qualquer comportamento inadequado ou ilegal. Documentos
revelaram que Barak visitou as propriedades de Epstein em Nova Iorque e na
Flórida dezenas de vezes entre 2013 e 2017, além de ter voado em seu jato
particular e visitado sua ilha privada
Barak sustentou que a associação mantida com Epstein se limitara
a tentar garantir que a política externa americana permanecesse
favorável aos interesses nacionais de Israel em momentos críticos.
Jeffrey Epstein teria servido como um "conector",
proporcionando acesso direto a círculos de poder que agências de inteligência
tradicionais encontrariam dificuldade em infiltrar de forma tão profunda.
Documentos sugerem que ele atuava em canais diplomáticos informais, inclusive
intermediando relações de Israel com outros países além dos EUA. Atualmente,
o Congresso dos EUA e investigadores independentes continuam analisando cerca
de três milhões de páginas de documentos liberados pelo Epstein Files
Transparency Act para determinar a extensão real desses laços.
Os investimentos de Jeffrey Epstein em empresas ligadas a
Ehud Barak não seriam apenas financeiros, mas parte de uma rede não oficial, o
que abre novo, imenso e contemporâneo capítulo, que integraria tecnologia de
vigilância, influência política e inteligência de Estado.
A conexão central iniciou-se através da startup israelense Carbyne
desenvolvedora de sistemas avançados de geolocalização e transmissão de vídeo
para serviços de emergência e polícia.
Em 2015, Ehud Barak estabeleceu uma parceria limitada para
investir na Carbyne. Documentos revelam que Epstein financiou uma parte
considerável desse investimento de Barak, tornando-se, na prática, um sócio
oculto no projeto. A tecnologia da Carbyne, muitas vezes descrita como
tendo sido testada em contextos de conflito (como em Gaza), permite a coleta
massiva de dados e monitoramento em tempo real.
Críticos sugerem que o interesse de Epstein nesse tipo de
tecnologia estava alinhado com sua prática de coletar informações
comprometedoras.
A diretoria da Carbyne incluía figuras de alto escalão
da segurança de Israel, como Pinchas Buchris, ex-diretor do Ministério da
Defesa e ex-comandante da Unidade 8200 (a elite de inteligência cibernética de
Israel). Em 2025, a Carbyne seria adquirida pela empresa americana Axon.
Documentos do Departamento de Justiça dos EUA indicam que Epstein também
financiou iniciativas ligadas ao retorno político de Barak, incluindo a ONG
"Achrayut Leumit" (Responsabilidade Nacional).
Essa estrutura sugere que Epstein funcionava como uma
"ponte" financeira para tecnologias de defesa israelenses entrarem no
mercado global, enquanto ganhava acesso a ferramentas de vigilância de ponta e
proximidade com a cúpula da inteligência de Israel.
A estrutura descrita destaca a interseção entre capital
privado de alto risco, figuras políticas influentes e tecnologias de vigilância
com origem em unidades de inteligência de elite de Israel.
A tecnologia da Carbyne, que permite a centrais de
emergência (PSAPs) acessar câmera, microfone e localização precisa do
smartphone de um usuário, foi amplamente disseminada e adotada sob a
justificativa de modernizar o atendimento a serviços de emergência (nos EUA, o 911).
A Carbyne consolidou sua presença nos EUA, adotada em
dezenas de jurisdições, incluindo grandes centros como Miami, Atlanta, Nova
Orleans e Nova Iorque, e colaborou com gigantes da tecnologia e segurança,
como a Amazon Web Services (AWS) e a AT&T, para
integrar sua plataforma de vídeo e dados em tempo real em redes de segurança
pública. Em novembro de 2025, a gigante de tecnologia policial Axon
anunciou a aquisição da Carbyne por US$ 625 milhões, visando integrar o
sistema de vídeo ao vivo a sua linha de câmeras corporais.
Recentemente, através do Sourcewell, um programa
de compras governamentais, a Carbyne acelerou a adoção de seu sistema em
municípios e distritos escolares nos EUA.
A expansão da Carbyne também focou em parcerias na
América Latina, especialmente no setor de segurança veicular e serviços de
emergência. Estabeleceu parcerias com a Bosch Service Solutions eCall
(chamada de emergência automática) em veículos na América Latina, conectando
dados do veículo diretamente a centros de despacho.
A presença ativa da Carbyne na América
Latina se verifica pela tecnologia de "vídeo de emergência", que tem
sido comercializada para governos e empresas de segurança privada com objetivo
declarado de "modernizar" o atendimento ao cidadão em tempo
real.
Nos EUA, a Carbyne focou em modernizar a
infraestrutura de centros de chamadas de emergência, que em muitos estados
ainda operava serviços com tecnologia defasada. O diferencial da Carbyne
é permitir que o atendente de serviços de emergência acesse a câmera e a
localização GPS exata do smartphone do solicitante sem que ele precise instalar
um aplicativo. A tecnologia já foi adotada em condados de estados
como Flórida, Geórgia e Ohio, mas a empresa enfrentou questionamentos em
cidades como Nova Orleans, onde legisladores expressaram preocupação com a
privacidade dos dados e o histórico de dados dos investidores, especialmente
após as revelações sobre Epstein.
O Brasil tornou-se um mercado estratégico para a Carbyne
devido aos desafios de segurança pública e necessidade de modernização dos
Centros Integrados de Comando e Controle (CICC). A empresa estabeleceu
parcerias para implementar a plataforma em estados como Rio de Janeiro e
Espírito Santo, onde o foco foi a triagem rápida de ocorrências e a
capacidade de receber vídeo ao vivo de incidentes em andamento, o que
teoricamente reduz o tempo de resposta policial ou de socorro. O sucesso
no Brasil tem servido como vitrine para outros países da América Latina, como
México e Colômbia.
A lógica operacional da Carbyne em associação ao
projeto de Epstein sustentou-se em que a tecnologia seria desenvolvida e
testada em cenários militares ou de inteligência israelenses, no Lobby de
figuras como Epstein e Barak, que forneceriam o capital inicial e, o
diferencial exclusivo, as conexões políticas necessárias para abrir portas em
governos estrangeiros. Ferramentas que antes eram de agências de espionagem são
"empacotadas" como serviços de emergência civil, privatizando a
Inteligência, o que foi facilitador da entrada em mercados democráticos sob o
pretexto de segurança pública. Embora a Carbyne sustente ter se
distanciado de Epstein após as acusações de proxenetismo e pedofilia virem à
tona, a estrutura de financiamento inicial e o conselho administrativo composto
por ex-chefes de inteligência mantêm a empresa no centro de debates sobre a
influência da inteligência estrangeira em infraestruturas críticas
nacionais.
E-mails revelaram que Epstein usou uma holding
configurada por Barak para esconder seu investimento inicial de US$ 1 milhão,
garantindo a proximidade com os criadores da tecnologia.
A trajetória da Carbyne mostra como a tecnologia de
ponta de segurança (surveillance tech) de Israel encontrou mercados
globais através de intermediários com alto poder de influência, como Ehud Barak
e, secretamente, Jeffrey Epstein.
A startup criada por ex-membros de unidades de espionagem de Israel, com Barak na liderança. A conexão com o Kompromat de Epstein, um ativo do Mossad controlador de um inventário para chantagem contra líderes mundiais, acadêmicos e empresários, teria viabilizado exercer alavancagem sobre decisões financeiras, políticas e econômicas nos EUA e em outras potências, apesar da tecnologia ter gerado suspeitas sobre o uso da plataforma para monitoramento de informações pessoais e nacionais sensíveis por inteligências estrangeiras.
(Em breve, a Parte II, já em revisão)
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* Kompromat (do russo: компромат) é um termo que se refere a material comprometedor — documentos, fotografias, vídeos, gravações de áudio — coletado sobre um político, figura pública ou indivíduo, com o objetivo de chantagear, difamar, manipular ou destruir a reputação. O termo surgiu na União Soviética, tornando-se popular durante a época da KGB. Embora originado na Rússia, o termo tornou-se de uso internacional para definir uma prática milenar do uso estratégico de segredos ou informações. Henrique VIII a utilizou para sustentar a decapitação de Ana Bolena e Catarina Howard, duas da seis esposas que constiuiu.