No cenário de escalada bélica no Oriente Médio, o ataque ocorrido em 28 de fevereiro contra a escola primária feminina em Minab, no Irã, atingiu a trágica marca de 165 vítimas fatais. Enquanto o luto se estende, a ausência de dados concretos sobre a autoria do disparo levanta questões que transcendem o campo de batalha e se fixam no terreno da responsabilidade tecnológica.
Retorno Imperfeito
Há redenção, ainda que haja moinhos de vento!
04 março, 2026
A Omissão Tecnológica no massacre das meninas iranianas
No cenário de escalada bélica no Oriente Médio, o ataque ocorrido em 28 de fevereiro contra a escola primária feminina em Minab, no Irã, atingiu a trágica marca de 165 vítimas fatais. Enquanto o luto se estende, a ausência de dados concretos sobre a autoria do disparo levanta questões que transcendem o campo de batalha e se fixam no terreno da responsabilidade tecnológica.
01 março, 2026
TRUMP E NETANYAHU NA GUERRA POR PRESTÍGIO
A distinção entre informe técnico e propaganda é fundamental em todos os momentos da existência, ainda mais em caso de guerras, quando o acesso às fontes primárias para checagem de fatos se torna quase impossível em razão do inesperado nos fronts. É quando os antagonistas tentam impor narrativas em defesa de suas ações e consequências delas. Costuma acontecer das versões sobre o mesmo ocorrido serem narrativas opostas e destoantes, típicas de um cenário de outra guerra, a da informação. A morte de dezenas de crianças em uma escola, em si, é um evento catastrófico. Ante a dimensão trágica de que se reveste, do ponto de vista humanitário e ético, faz desmoronar qualquer narrativa de "precisão" ou "operação cirúrgica". Na linguagem militar e política, existe um abismo entre o que os governos declaram e a realidade no solo. Trump e Netanyahu na guerra por prestígio veem os preços do barril de petróleo subirem a 80 dólares no primeiro dia pós-início da guerra nas bolsas asiáticas.
Ali Larijani, ex-presidente do Parlamento e atual chefe de
segurança, está coordenando o processo de transição e afirmou que o sistema
institucional permanece intacto apesar dos ataques. Há ainda a Assembleia de
Peritos, corpo de 88 clérigos que tem a tarefa constitucional de eleger um
sucessor permanente "o mais rápido possível".
Foram decretados 40 dias de luto pela morte de Khamenei. O Conselho Supremo de Segurança Nacional reiterou que a resistência e o confronto contra os "inimigos" (EUA e Israel) continuarão sob o novo comando interino. A nomeação rápida de Alireza Arafi visa projetar estabilidade e garantir que as ordens militares de retaliação sejam cumpridas de forma centralizada.
Essa estrutura governamental funcionará até que a Assembleia de Peritos conclua o processo de escolha do novo Líder Supremo definitivo, o que ocorre em sessões fechadas e sob forte vigilância da Guarda Revolucionária.
Os Estados Unidos e o Irã apresentam versões conflitantes sobre as perdas navais na operação em curso (março de 2026): Donald Trump anunciou hoje que as forças americanas destruíram e afundaram nove navios de guerra iranianos. Entre as embarcações, segundo descreveu, alguns "relativamente grandes e importantes". O Comando Central dos EUA (CENTCOM) especificou que uma corveta da classe Jamaran foi atingida e afundou próximo ao píer de Chah Bahar, no Golfo de Omã.
O governo iraniano não confirmou a destruição de seus
navios, ao contrário, afirmam que suas capacidades militares permanecem
intactas. O Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, declarou que,
apesar dos ataques, "nada mudou" em termos de capacidade militar e
que o país continuará a se defender.
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou ter realizado
ataques bem-sucedidos contra alvos da coalizão, incluindo a afirmação de que
atingiram o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln com quatro mísseis
balísticos — informação que o CENTCOM classificou como falsa. O Irã também
reivindicou ataques a três petroleiros no Golfo, descrevendo-os como
embarcações ligadas aos EUA e Reino Unido. A Guarda Revolucionária mantém o
aviso de que nenhum navio tem permissão para passar pelo Estreito de Ormuz, tentando
estabelecer um bloqueio total na região.
Lembremos, a distinção entre informe técnico e propaganda é
fundamental, pois as narrativas de ambos os lados são diretamente opostas e
típicas do cenário de guerra de informação.
Examinemos o caso do super-radar radar AN/FPS-132. Até o momento, o que se sabe com base em fontes oficiais e relatórios independentes de 1º de março de 2026, há a respeito, o seguinte:
1. A Narrativa do Irã
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) afirma
categoricamente a destruição total do radar AN/FPS-132.
2. A Narrativa do Catar e dos EUA (Informes de Intercepção)
O Ministério da Defesa do Catar emitiu comunicados oficiais
informando que a grande maioria das ameaças foi interceptada. O Catar admite
que houve uma "segunda onda de ataques" no dia 28 de fevereiro, mas
sustenta que os mísseis teriam sido neutralizados antes de atingirem seus alvos
principais.
Danos admitidos: Fontes ligadas ao Pentágono citadas por
agências como a Reuters mencionam que o radar foi atingido e danificado, mas
não necessariamente "destruído".
3. Evidências Independentes (Fatos Verificáveis)
Impacto Real: Relatos locais confirmam explosões e queda de
estilhaços que feriram pelo menos oito pessoas no Catar.
Status Operacional: Enquanto o Irã diz que o radar "sumiu", os EUA mantêm que a base de Al Udeid continua operacional. Em síntese, houve um ataque real com múltiplos mísseis e o sistema de radar sofreu algum nível de dano físico. A alegação de "destruição total" (Irã) e a de "intercepção de todos os mísseis sem danos" (Catar) carecem de comprovação.
Outro episódio também exige avaliação.
Continua sendo essencial a discernir fatos de versões. Mesmo no exame do ataque a um prédio escolar onde dezenas de crianças são assassinadas por bombardeio. Quando governos como os de Israel ou dos EUA usam o termo "cirúrgico", eles se referem ao uso de munições guiadas por GPS ou laser que, teoricamente, deveriam atingir apenas alvos militares, como tropas, veículos, os radares e bases militares. Por essa concepção da guerra, a destruição de uma escola infantil não deveria acontecer.
Até o momento, há variação nos números do ocorrido de 85 a
148 mortos, decorrente da atualização progressiva dos dados pelas autoridades
locais e agências de notícias estatais do Irã conforme as operações de resgate
avançam.
As principais fontes responsáveis por esses números são a
Promotoria de Minab, onde se localizava a escola de meninas. O promotor local,
Ebrahim Taheri, citado pela agência de notícias Mizan (veículo oficial do
Judiciário iraniano) confirmou que o balanço inicial subiu para 85 e,
posteriormente, para 108 e 148 mortos à medida que mais corpos eram retirados
dos escombros.
As agências estatais IRNA, Tasnim e Fars foram as primeiras
a reportar o aumento sistemático das vítimas, baseando-se em boletins do
Governo de Hormozgan e do Crescente Vermelho iraniano. Autoridades regionais,
como o governador de Minab, Mohammad Radmehr, e o vice-governador, Ahmad
Nafisi, também forneceram declarações confirmando o alto número de meninas
assassinadas entre estudantes e pessoal da escola Shajareh Tayyiba.
O governo de Israel afirma desconhecer operações específicas
visando alvos civis ou escolas na área citada. Os Estados Unidos ainda não
confirmam os números e afirmam estar "investigando" os relatos do
bombardeio
A tragédia na escola infantil no Irã gerou condenações
imediatas da comunidade internacional. Existe pressão para que órgãos da ONU
investiguem o incidente na escola sob a ótica do Direito Internacional
Humanitário, que exige a proteção rigorosa de crianças em zonas de conflito.
As reações europeias ao massacre na escola infantil e ao
agravamento da guerra foram de choque e condenação, marcando uma ruptura na
narrativa de "apoio total" que alguns países mantinham. Na Inglaterra
e na Itália, protestos populares começaram a surgir contra o envio de armas ou
apoio logístico à coalizão, usando as imagens da escola como símbolo de
resistência à guerra.
O presidente francês e o chanceler alemão emitiram
comunicados conjuntos condenando a morte das meninas. A França classificou o
episódio como uma "tragédia insuportável" e exigiu uma investigação
independente imediata para apurar se houve crime de guerra.
O governo brasileiro, através do Ministério das Relações
Exteriores (Itamaraty), condenou veementemente os ataques contra o território
iraniano e classificou a ofensiva como um fator que agrava a instabilidade
regional e coloca em risco a paz no Oriente Médio.
A diplomacia brasileira reiterou que a negociação é o único
caminho viável para a paz e fez um apelo pelo respeito ao Direito Internacional
e p Direito Internacional Humanitário.
O assassinato das meninas tornou-se o ponto de maior pressão diplomática contra o governo Trump e Netanyahu, minando a narrativa de uma operação puramente militar. A situação política de Donald Trump e Benjamin Netanyahu está profundamente ligada ao desenrolar militar da Operação "Roaring Lion". O conflito direto com o Irã alterou drasticamente o cenário eleitoral de 2026 em ambos os países.
Com as eleições de meio de mandato marcadas para novembro de
2026, o prestígio de Trump pretende aumento de popularidade com o discurso de
"paz através da força", em que inclui o anúncio da destruição da
marinha iraniana como prova da eficácia de sua liderança.
Entanto, cresce a oposição entre o eleitorado que teme o
envolvimento em mais uma "guerra eterna" no Oriente Médio. Se o preço
do petróleo e da gasolina disparar nos EUA devido ao fechamento do Estreito de
Ormuz pelo Irã, o prestígio de Trump pode ser seriamente abalado antes das
eleições.
Benjamin Netanyahu vive um momento de "sobrevida
política" extrema devido, com o prestígio sob pressão fruto da guerra
contra o Hamas em Gaza. Antes da escalada contra o Irã, Netanyahu enfrentava
protestos massivos e baixa popularidade. Com o novo ataque direto aos persas e
a convocação de 100 mil reservistas, a política interna israelense entrou em
"modo de trégua". Netanyahu se apresenta agora como o "protetor
da existência de Israel" e contabiliza créditos com o assassinato do líder
iraniano, sem ainda incorporar ao cálculo o assassinato das meninas na escola
infantil iraniana.
A formação de um gabinete de guerra unificou temporariamente
o país, mas há indícios de que enfrentará cobranças severas sobre as falhas de
segurança que permitiram que mísseis atingissem cidades como Beit Shemesh.
As eleições de 2026 em Israel são parlamentares e poderiam ser convocadas antecipadamente. Sob Estado de Emergência, no entanto, a tendência é que o processo político seja congelado, enquanto a guerra contra o Irã persistir. E persistirá, a depender do que se verificou hoje.
Houve ataques iranianos confirmados contra infraestruturas portuárias estratégicas na região do Golfo neste final de semana, como parte da retaliação de Teerã após a ofensiva de Israel e dos EUA e do assassinato de Ali Khamenei, om líder supremo dos persas.
Os principais alvos atingidos foram o Porto de Jebel Ali
(Dubai, EAU), um dos maiores portos do mundo, foi atacado no domingo, 1º de
março. Relatos da Al Jazeera e da Associated Press confirmaram colunas de
fumaça subindo da área portuária após explosões causadas por mísseis ou drones.
Imagens da Reuters registraram fumaça densa no Porto Zayed em Abu Dhabi após um ataque no início da manhã de domingo. O centro de monitoramento Israel-Alma informou que dois drones iranianos atingiram o Porto de Duqm em Omã. O navio petroleiro "Skylight" foi atacado a cinco milhas náuticas da costa de Omã, ferindo quatro tripulantes e forçando a evacuação total da embarcação.
As forças da coalizão EUA/Israel atacaram o porto iraniano de Bandar Abbas e o porto de Chah Bahar. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM) um navio de guerra iraniano foi afundado enquanto estava atracado no Golfo de Omã. A navegação pelo Estreito de Ormuz está tecnicamente suspensa ou severamente limitada devido a esses riscos.
Simultaneamente, Israel amplia a convocação de reservistas e medidas de emergência. Um total de 100 mil novos reservistas convocados soma-se aos 50 mil que já estavam em serviço ativo. As tropas serão destinadas à proteção das fronteiras com a Síria, Líbano, Faixa de Gaza e Cisjordânia, além de fortalecer o Comando da Frente Interna para operações de busca e resgate. O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou estado de emergência em todo o país. Escolas foram fechadas, aglomerações públicas proibidas e pacientes de hospitais transferidos para instalações subterrâneas como precaução contra ataques de mísseis e drones iranianos.
Segundo o governo israelense, a mobilização visa "eliminar ameaças" e preparar o país para uma operação que pode durar algumas semanas, sem uma data de término definida. Cidades como Beit Shemesh e Jerusalém já sofreram impactos diretos de mísseis iranianos. O aeroporto Ben Gurion opera com severas restrições. A maioria das companhias internacionais cancelou voos para Tel Aviv, enquanto o espaço aéreo de países vizinhos como Jordânia e Líbano também foi fechado para aviação civil.
Tanto nos EUA como em Israel, sucesso ou fracasso militar
nas próximas semanas determinarão se seus atuais líderes sairão como heróis ou
como responsáveis por uma catástrofe.
As eleições de meio de mandato de novembro de 2026, com renovação de toda a Câmara dos Representantes e um terço do Senado serão escrutínio também sobre o governo Trump e a condução da guerra. Trump precisa que o Congresso, atualmente com maiorias republicana estreita, aprove os pacotes bilionários de assistência militar para Israel e de financiamento das operações dos EUA no Golfo. Candidatos republicanos ao Congresso já colam suas imagens à "demonstração de força" de Trump contra o Irã. Se a guerra for vista como uma vitória rápida com poucas baixas americanas, as chances de Trump expandir sua maioria no Congresso em novembro aumentam significativamente.
Um importante inimigo de Trump, no entanto, aparece já na abertura das bolsas de segunda-feira 02/03. A inflação. Se o fechamento do Estreito de Ormuz fizer o preço da gasolina nos EUA disparar e se mantiver em alta até novembro, os Democratas terão mais munição, além das tarifas internacionais que resultaram em aumento interno de impostos, dos efeitos ainda não medidos do Caso Epstein, argumentando que a política externa de Trump está punindo o bolso do trabalhador americano.
A morte de soldados em combates, três já confirmadas, é um
ponto diferenciado de desgaste. Se o número de esquifes voltando para os EUA
aumentar, o apoio do eleitor independente — crucial para decidir o controle da
Câmara e do Senado — pode migrar para a oposição, que pedirá
"desescalada", o que já aconteceu no fim de semana com mobilizações
de rua em que Jane Fonda voltou a pontificar como ativista pública contra a
guerra, agora contra Trump, a quem chamou de imoral, propondo que as mudanças que
os estadunidenses querem para o mundo devem iniciar "em casa".
Em Israel, pelo sistema parlamentarista, Netanyahu governa
através de uma coalizão. Antes da guerra, ele corria o risco de o governo cair
e novas eleições serem convocadas. Com o Estado de Emergência, a oposição (como
Yair Lapid e Benny Gantz) enfrenta o dilema da crítica a Netanyahu parecer ato
"antipatriótico", o que dá ao atual primeiro-ministro um fôlego
político que ele não tinha há anos.
Trump joga o controle do Poder Legislativo em novembro,
enquanto Netanyahu joga sua própria permanência no cargo através da
sobrevivência da sua coalizão sob fogo.
Se a operação militar for vista como "cirúrgica" e bem-sucedida (com a destruição dos radares e da marinha iraniana), Trump pode ajudar os Republicanos a manter ou expandir a maioria no Congresso, usando a narrativa de segurança nacional. Se o conflito se arrastar e causar uma alta nos preços dos combustíveis nos postos americanos em pleno ano eleitoral, os Democratas usarão isso como munição pesada, culpando a "aventura militar" de Trump pela inflação no bolso do eleitor.
Os Democratas também estão em posição
delicada. O apoio institucional é exigido no curto prazo, em razão da
dificuldade de criticar um presidente enquanto soldados americanos estão
morrendo. Assim, tendem a apoiar o financiamento militar para não parecerem
"antipatriotas". A médio prazo, focarão na diplomacia rompida,
argumentando que a política de Trump trouxe o mundo à beira de uma Terceira
Guerra Mundial, tentando atrair o voto dos eleitores jovens e dos estados
pêndulos que são contra intervenções externas.
Netanyahu afasta as chances de uma queda de governo, seu prestígio depende do desfecho do conflito. Se ele não conseguir "eliminar a ameaça nuclear iraniana" de vez, a oposição o atacará por expor Israel a um ataque de mísseis balísticos sem precedentes. Pelo andamento da carruagem, Netanyahu usará a emergência para adiar qualquer disputa interna, mantendo-se no poder através do governo de união nacional.
No plano internacional, as reações europeias ao massacre das
meninas na escola infantil e ao agravamento da guerra foram de choque e
condenação, marcando uma ruptura na narrativa de "apoio total" que
alguns países ainda mantinham, apesar da agressão dos EUA e Israel ao Irã terem
se dado em pleno ambiente de negociações de paz. Alto Representante da UE para
Assuntos Estrangeiros afirmou que ataques a infraestruturas escolares violam o
Direito Internacional Humanitário. A Europa teme que esse nível de violência
provoque uma nova crise migratória massiva vinda do Oriente Médio.
No mundo dos negócios, o mercado do petróleo reagiu com pânico à destruição dos portos e ao bloqueio do Estreito de Ormuz. O barril de petróleo Brent subiu velozmente, ultrapassando a barreira dos US$ 80,00. Já no domingo o mercado sinalizava uma forte alta impulsionada pela escalada de tensões militares entre os Estados Unidos, Israel e o Irã.
As bolsas asiáticas e a australiana operam em forte queda na segunda-feira (02/03/2026), refletindo o pânico dos investidores com a escalada militar contra o Irã no fim de semana. O petróleo disparou na abertura dos mercados asiáticos na segunda-feira (02/03/2026), com o Brent saltando 13% em seu pico inicial. O movimento reflete o temor de interrupções críticas no fornecimento após os ataques militares no Oriente Médio e a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz. Nas bolsas de Sydney e Tóquio, as ações de grandes petroleiras como Woodside e Santos operam na contramão dos índices gerais, registrando altas entre 6% e 9%. Analistas em Cingapura e Hong Kong já incorporam o risco de o barril atingir os US$ 100 caso o conflito impeça o tráfego de navios-tanque na região.
23 fevereiro, 2026
CLAUDIA SHEINBAUM ENFRENTA O NARCOTRÁFICO NO MÉXICO - Nemesio Oseguera, chefe do cartel CJNG, morre em confronto
O México enfrenta hoje uma crise de segurança aguda após uma grande operação militar que resultou na morte de Nemesio "El Mencho" Oseguera*, chefe do Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG), o narcotraficante mais procurado do país foi morto no domingo 22 em ação do Exército mexicano com apoio de inteligência dos EUA. Em retaliação, o cartel iniciou ataques violentos e bloqueios em diversas regiões, especialmente em Jalisco e Guadalajara. Companhias aéreas cancelaram voos e os EUA emitiram alertas de viagem para seus cidadãos. Relatos indicam um colapso na percepção de segurança, com os cartéis declarando o poder público como alvo militar direto. A presidenta Claudia Sheinbaum fez um pronunciamento oficial à nação em rede nacional.
20 fevereiro, 2026
A ESTRATÉGIA CONSPIRATIVA DE JEFFREY EPSTEIN - Parte I (SEXtorsão, Honey Trap e Kompromat*)
Jeffrey Epstein articulou uma rede mundial de pedofilia como estratégia central para consolidar poder e influência, como fica evidente no caso do senhor Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do Rei Charles III, preso no Reino Unido, em 19 de fevereiro de 2026, sob suspeita de má conduta em cargo público.
O nome mais comum para a prática do que vamos examinar
especialmente no âmbito de segurança e espionagem econômica e política é Honey
Trap, expressão clássica para a estratégia da promoção de relacionamentos
românticos ou sexuais com o objetivo de comprometer personalidades e autoridades
criando situações objetivas para obter segredos públicos e privados via a sextortion,
quando o flagrante sexual é utilizado para chantagear a pessoa exigindo
dinheiro, decisões políticas ou silêncio em troca da não divulgação das imagens
ou de fatos de algum modo registrados. O flagrante preparado ou
"provocado", quando a situação foi montada artificialmente para
incriminar alguém, até poderá tornar a prova inválida no recurso ao âmbito
jurídico, mas muito estrago terá sido feito até um juízo final.
Documentos recentemente divulgados pelo Departamento de
Justiça dos EUA reforçam que Epstein tentou construir uma rede poderosa de
figuras políticas e líderes empresariais através desses métodos.
O esquema até aqui revelado inclui relações objetivas com Ehud
Barak, ex-primeiro-ministro israelense, que também serviu como ministro da
Defesa de Israel (2007-2013). Na construção clandestina e conspirativa da
hegemonia surge no circuito a relação entre Jeffrey Epstein e Steve Bannon, aliado
político e conselheiro de Donald Trump, revelada detalhadamente em documentos
liberados entre o final de 2025 e início de 2026, num momento em que a estratégia
de mediação informal de Epstein-Ehud-Bannon em geopolítica e tecnologia de
segurança aparece e vai sendo consolidada. Epstein não apenas financia
tecnologias de defesa, mas usa sua rede para conectar figuras como Bannon a
líderes globais e ex-chefes de inteligência, como Ehud Barak, visando a
expansão de movimentos políticos e interesses internacionais de segurança.
A hipótese de Jeffrey Epstein ter atuado como um ativo do
Mossad (serviço de inteligência externa de Israel) é uma das teorias mais
persistentes da atualidade, robustecida com a divulgação recente de documentos
oficiais em 2026.
Embora o governo israelense e líderes israelitas como ex-primeiro-ministro
Naftali Bennett neguem qualquer vínculo, diversos elementos e documentos do
Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) sustentam a suspeita.
A suposição principal é de que inicialmente a
coleta de flagrantes visasse à criação de um inventário para chantagem sexual
contra líderes mundiais, acadêmicos e empresários influentes, uma Kompromat*
que permitiria exercer alavancagem sobre decisões de política externa dos EUA e
de outras potências.
Memorando do FBI de 2020, revelado recentemente, cita uma
fonte confidencial afirmando que Epstein foi "treinado como espião"
sob a supervisão do ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak
((1999–2001)) e que era um "agente cooptado do Mossad".
Ghislaine Maxwell, uma ex-socialite britânica, condenada em 2022 a 20 anos de
prisão nos Estados Unidos por tráfico sexual e por aliciar meninas menores de
idade para o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, foi parceira de
longa data, confidente e cúmplice de Epstein, desempenhando um papel
fundamental na rede de abusos criada por ele entre 1994 e 2004. Gislaine é
filha de Robert Maxwell, um magnata da mídia amplamente considerado por
ex-oficiais de inteligência como um ativo de alto nível do Mossad até sua morte
misteriosa em 1991.
Ehud Barak, que também servira como ministro da Defesa
de Israel de 2007 a 2013, visitou residências de Epstein quase 30
vezes entre 2013 e 2017, segundo ele após deixar os cargos públicos.
Consta que Epstein destinou em 2015 investimentos de cerca
de US$ 1 milhão intermediado pelo próprio Ehud Barak, a startup
de tecnologia de vigilância e segurança Reporty, posteriormente
renomeada para Carbyne.
Embora tenha mantido por anos que não tinha conhecimento da
gravidade dos crimes, em entrevista exclusiva ao Canal 12 de Israel em
fevereiro de 2026 (após a divulgação de novos documentos do caso), Ehud Barak
expressou arrependimento e pediu desculpas publicamente por sua longa
associação com Jeffrey Epstein, e disse que "se arrepende do
momento em que conheceu Epstein" financiador de projetos comerciais
seus.
Barak admitiu que sabia da condenação de Epstein em 2008, mas
alegou que, na época, a elite americana parecia tratar o caso como alguém que
"pagou sua dívida com a sociedade". Ele afirmou que eram estas as
razões por ter cortado relações definitivamente apenas em 2019,
quando nova investigação revelou a "extensão e profundidade" dos
crimes de Epstein. Barak enfatizou que, nos 15 anos em que conheceu Epstein,
nunca presenciou ou participou de qualquer comportamento inadequado ou ilegal. Documentos
revelaram que Barak visitou as propriedades de Epstein em Nova Iorque e na
Flórida dezenas de vezes entre 2013 e 2017, além de ter voado em seu jato
particular e visitado sua ilha privada
Barak sustentou que a associação mantida com Epstein se limitara
a tentar garantir que a política externa americana permanecesse
favorável aos interesses nacionais de Israel em momentos críticos.
Jeffrey Epstein teria servido como um "conector",
proporcionando acesso direto a círculos de poder que agências de inteligência
tradicionais encontrariam dificuldade em infiltrar de forma tão profunda.
Documentos sugerem que ele atuava em canais diplomáticos informais, inclusive
intermediando relações de Israel com outros países além dos EUA. Atualmente,
o Congresso dos EUA e investigadores independentes continuam analisando cerca
de três milhões de páginas de documentos liberados pelo Epstein Files
Transparency Act para determinar a extensão real desses laços.
Os investimentos de Jeffrey Epstein em empresas ligadas a
Ehud Barak não seriam apenas financeiros, mas parte de uma rede não oficial, o
que abre novo, imenso e contemporâneo capítulo, que integraria tecnologia de
vigilância, influência política e inteligência de Estado.
A conexão central iniciou-se através da startup israelense Carbyne
desenvolvedora de sistemas avançados de geolocalização e transmissão de vídeo
para serviços de emergência e polícia.
Em 2015, Ehud Barak estabeleceu uma parceria limitada para
investir na Carbyne. Documentos revelam que Epstein financiou uma parte
considerável desse investimento de Barak, tornando-se, na prática, um sócio
oculto no projeto. A tecnologia da Carbyne, muitas vezes descrita como
tendo sido testada em contextos de conflito (como em Gaza), permite a coleta
massiva de dados e monitoramento em tempo real.
Críticos sugerem que o interesse de Epstein nesse tipo de
tecnologia estava alinhado com sua prática de coletar informações
comprometedoras.
A diretoria da Carbyne incluía figuras de alto escalão
da segurança de Israel, como Pinchas Buchris, ex-diretor do Ministério da
Defesa e ex-comandante da Unidade 8200 (a elite de inteligência cibernética de
Israel). Em 2025, a Carbyne seria adquirida pela empresa americana Axon.
Documentos do Departamento de Justiça dos EUA indicam que Epstein também
financiou iniciativas ligadas ao retorno político de Barak, incluindo a ONG
"Achrayut Leumit" (Responsabilidade Nacional).
Essa estrutura sugere que Epstein funcionava como uma
"ponte" financeira para tecnologias de defesa israelenses entrarem no
mercado global, enquanto ganhava acesso a ferramentas de vigilância de ponta e
proximidade com a cúpula da inteligência de Israel.
A estrutura descrita destaca a interseção entre capital
privado de alto risco, figuras políticas influentes e tecnologias de vigilância
com origem em unidades de inteligência de elite de Israel.
A tecnologia da Carbyne, que permite a centrais de
emergência (PSAPs) acessar câmera, microfone e localização precisa do
smartphone de um usuário, foi amplamente disseminada e adotada sob a
justificativa de modernizar o atendimento a serviços de emergência (nos EUA, o 911).
A Carbyne consolidou sua presença nos EUA, adotada em
dezenas de jurisdições, incluindo grandes centros como Miami, Atlanta, Nova
Orleans e Nova Iorque, e colaborou com gigantes da tecnologia e segurança,
como a Amazon Web Services (AWS) e a AT&T, para
integrar sua plataforma de vídeo e dados em tempo real em redes de segurança
pública. Em novembro de 2025, a gigante de tecnologia policial Axon
anunciou a aquisição da Carbyne por US$ 625 milhões, visando integrar o
sistema de vídeo ao vivo a sua linha de câmeras corporais.
Recentemente, através do Sourcewell, um programa
de compras governamentais, a Carbyne acelerou a adoção de seu sistema em
municípios e distritos escolares nos EUA.
A expansão da Carbyne também focou em parcerias na
América Latina, especialmente no setor de segurança veicular e serviços de
emergência. Estabeleceu parcerias com a Bosch Service Solutions eCall
(chamada de emergência automática) em veículos na América Latina, conectando
dados do veículo diretamente a centros de despacho.
A presença ativa da Carbyne na América
Latina se verifica pela tecnologia de "vídeo de emergência", que tem
sido comercializada para governos e empresas de segurança privada com objetivo
declarado de "modernizar" o atendimento ao cidadão em tempo
real.
Nos EUA, a Carbyne focou em modernizar a
infraestrutura de centros de chamadas de emergência, que em muitos estados
ainda operava serviços com tecnologia defasada. O diferencial da Carbyne
é permitir que o atendente de serviços de emergência acesse a câmera e a
localização GPS exata do smartphone do solicitante sem que ele precise instalar
um aplicativo. A tecnologia já foi adotada em condados de estados
como Flórida, Geórgia e Ohio, mas a empresa enfrentou questionamentos em
cidades como Nova Orleans, onde legisladores expressaram preocupação com a
privacidade dos dados e o histórico de dados dos investidores, especialmente
após as revelações sobre Epstein.
O Brasil tornou-se um mercado estratégico para a Carbyne
devido aos desafios de segurança pública e necessidade de modernização dos
Centros Integrados de Comando e Controle (CICC). A empresa estabeleceu
parcerias para implementar a plataforma em estados como Rio de Janeiro e
Espírito Santo, onde o foco foi a triagem rápida de ocorrências e a
capacidade de receber vídeo ao vivo de incidentes em andamento, o que
teoricamente reduz o tempo de resposta policial ou de socorro. O sucesso
no Brasil tem servido como vitrine para outros países da América Latina, como
México e Colômbia.
A lógica operacional da Carbyne em associação ao
projeto de Epstein sustentou-se em que a tecnologia seria desenvolvida e
testada em cenários militares ou de inteligência israelenses, no Lobby de
figuras como Epstein e Barak, que forneceriam o capital inicial e, o
diferencial exclusivo, as conexões políticas necessárias para abrir portas em
governos estrangeiros. Ferramentas que antes eram de agências de espionagem são
"empacotadas" como serviços de emergência civil, privatizando a
Inteligência, o que foi facilitador da entrada em mercados democráticos sob o
pretexto de segurança pública. Embora a Carbyne sustente ter se
distanciado de Epstein após as acusações de proxenetismo e pedofilia virem à
tona, a estrutura de financiamento inicial e o conselho administrativo composto
por ex-chefes de inteligência mantêm a empresa no centro de debates sobre a
influência da inteligência estrangeira em infraestruturas críticas
nacionais.
E-mails revelaram que Epstein usou uma holding
configurada por Barak para esconder seu investimento inicial de US$ 1 milhão,
garantindo a proximidade com os criadores da tecnologia.
A trajetória da Carbyne mostra como a tecnologia de
ponta de segurança (surveillance tech) de Israel encontrou mercados
globais através de intermediários com alto poder de influência, como Ehud Barak
e, secretamente, Jeffrey Epstein.
A startup criada por ex-membros de unidades de espionagem de Israel, com Barak na liderança. A conexão com o Kompromat de Epstein, um ativo do Mossad controlador de um inventário para chantagem contra líderes mundiais, acadêmicos e empresários, teria viabilizado exercer alavancagem sobre decisões financeiras, políticas e econômicas nos EUA e em outras potências, apesar da tecnologia ter gerado suspeitas sobre o uso da plataforma para monitoramento de informações pessoais e nacionais sensíveis por inteligências estrangeiras.
(Em breve, a Parte II, já em revisão)
______
* Kompromat (do russo: компромат) é um termo que se refere a material comprometedor — documentos, fotografias, vídeos, gravações de áudio — coletado sobre um político, figura pública ou indivíduo, com o objetivo de chantagear, difamar, manipular ou destruir a reputação. O termo surgiu na União Soviética, tornando-se popular durante a época da KGB. Embora originado na Rússia, o termo tornou-se de uso internacional para definir uma prática milenar do uso estratégico de segredos ou informações. Henrique VIII a utilizou para sustentar a decapitação de Ana Bolena e Catarina Howard, duas das seis esposas que constituiu.
06 fevereiro, 2026
CRISE MASTER-BRB ENVOLVE GOVERNADOR DO DF
Enquanto os dirigentes do BRB respondem por gestão fraudulenta e temerária, Ibaneis é investigado por interferência política e possível omissão ou facilitação de um esquema que, segundo a PF, serviu para injetar dinheiro público em um banco privado (Master) já quase sem liquidez.