13 janeiro, 2026

GO0VERNO DE ISRAEL CENSURA O HAARETZ

O governo de Israel escalou hoje suas críticas contra o jornal Haaretz, acusando formalmente a publicação de "apoiar o inimigo em tempos de guerra" e "prejudicar os esforços de guerra de Israel" em Gaza. Em uma petição enviada à Suprema Corte, o governo israelense justificou sua decisão de cortar laços com o periódico afirmando que o jornal atuaria contra o país e, por isso, o Estado não tem obrigação legal ou pública de apoiá-lo financeiramente.” O Haaretz se defende afirmando que as ações de censura e boicote do governo são uma tentativa de "desmantelar a democracia israelense" e um ataque direto à liberdade de imprensa.


As acusações mencionam especificamente que a cobertura do Haaretz sobre o conflito em Gaza, incluindo acusações de genocídio e pedidos de sanções internacionais contra líderes israelenses, “serve aos interesses do inimigo”. O governo de Netanyahu também acusa o jornal Haaretz de difamar o Estado de Israel e o "empreendimento sionista como um todo", além de fornecer material para antissemitas.

Benjamin Netanyahu enfrenta investigações judiciais específicas, duas delas relacionadas diretamente com meios de comunicação: Caso 2000 (Caso Netanyahu-Mozes): Envolve a negociação de um acordo com Arnon Mozes, editor do jornal Yedioth Ahronoth, para obter cobertura favorável em troca de leis que prejudicariam um jornal concorrente. Caso 4000 (Caso Bezeq-Walla): Considerado o mais grave, acusa Netanyahu de conceder benefícios regulatórios à gigante de telecomunicações Bezeq em troca de cobertura positiva no site de notícias Walla.

O jornal Haaretz tem relatado episódios de censura prévia, e reagido com publicações saindo com tarjas pretas em resposta a proibições governamentais de noticiar prisões arbitrárias de palestinos. Recentemente, o ministro da Educação, Yoav Kisch, aprovou um plano para proibir o uso de artigos do Haaretz como exemplos de texto em exames de ensino médio. Em novembro de 2024, o gabinete israelense já havia aprovado suspensão de toda a comunicação oficial, anúncios governamentais e assinaturas do jornal em razão de críticas severas do editor do Haaretz, Amos Schocken, ao governo Netanyahu durante uma conferência em Londres.

O primeiro-ministro de Israel se equilibra entre denúncias e investigações de corrupção, procedimentos ilegais na guerra contra os palestinos em Gaza e na Cisjordânia, pelo que é réu do Tribunal Penal Internacional.

Uma conexão com o Juiz Benny Sagi, presidente do Tribunal Distrital de Beersheba, morto em um acidente de trânsito no dia 4 de janeiro de 2026, foi feita inicialmente por esse presidir o julgamento do consultor de mídia Tzachi Lieber, no Caso 3000, que investiga uma rede de corrupção na compra multibilionária de submarinos e navios militares da empresa alemã ThyssenKrupp, no qual assessores próximos, advogados pessoais e ex-oficiais militares foram indiciados por receber suborno para facilitar o negócio. processo em que deveria proferir veredito em fevereiro de 2026. Netanyahu não foi indiciado como réu neste caso específico, tendo sido interrogado apenas como testemunha.
A morte do Juiz Benny Sagi, que presidia o julgamento do consultor de mídia, interrompeu esse processo, mas não afetou o julgamento principal de Netanyahu em Jerusalém.

Os casos de corrupção envolvendo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu são divididos em investigações específicas, numeradas como 1000, 2000, 3000 e 4000.
1. Julgamento Principal (Casos 1000, 2000 e 4000)
O julgamento criminal ativo onde Netanyahu é réu por suborno, fraude e quebra de confiança.
Caso 1000 (Caso dos Presentes): Acusa Netanyahu e sua esposa de receberem cerca de US$ 200 mil em presentes de luxo (charutos, champanhe e joias) de bilionários em troca de favores políticos.
Caso 2000 (Caso Netanyahu-Mozes): Envolve a negociação de um acordo com Arnon Mozes, editor do jornal Yedioth Ahronoth, para obter cobertura favorável em troca de leis que prejudicariam um jornal concorrente.
Caso 4000 (Caso Bezeq-Walla): Considerado o mais grave, acusa Netanyahu de conceder benefícios regulatórios à gigante de telecomunicações Bezeq em troca de cobertura positiva no site de notícias Walla.

Netanyahu continua negando todas as acusações, alegando ser vítima de uma perseguição política.
(No círculo: Juiz Benny Sagi)

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