10 Fevereiro, 2012

Desejo

Ah! Desejo esse
por hora gravita
outras vezes levita
nos eleva de planícies a píncaros inauditos

desvia malfeitos e malditos medos
Ah, desejo...
tanta messe ainda
pouca aragem
muito ensejo

07 Fevereiro, 2012

Circulando no calor do verão, pegue seu exemplar grátis

Capa da edição de verão 2012 do  Jornal Fala Brasil! 


Sendo carnaval, melhor Orfeu que Arlequim


01 Fevereiro, 2012

sobressalto

no alto os sapatos
sobressaia
de baixo
anáguas
acima
purpurina
pura imaginação
imagem na retina
invertida está
pé na lua no chão é

26 Janeiro, 2012

Ingleses sem praia



Muito mais pra peixe estivera o mar
Tanto que gargalhava a sereia
por muito amar, comia toda a areia

23 Janeiro, 2012

Brazil massacra o Brasil




Aguardava o resultado do vestibular da Ufrgs, na sexta, 20. Pra passar o tempo e aliviar a angústia, passeei pelo histograma das provas. Observei que "exatas" não são o bicho-papão. Que Geografia e História derrubam mais as notas dos candidatos. E que esses, em larga maioria, tem mais facilidade com inglês que em Português.
Os desempenhos em geral estão lá pra serem consultados e podem se prestar a análises outras.
Eu penso que desconhecendo povo e território, e a história da nossa gente, abre-se espaço mais largo à dominação sempre tentada, o que sempre começa por se entregarem as elites de qualquer nação.
Uma das razões de insistir em escrever, e mais escrever em português e expressar publicamente revolta contra o chamado internetês (um inglês ainda envergonhado), é esse massacre da Língua Portuguesa por um "Brazil" que aceleradamente cada vez mais vai desconhecendo o Brasil.

Sobre a trama de o Império Bandido

Thiers Rimbaud

(São) 42 capítulos de muita ação, não é um livro fácil de ler. A redação de Adroaldo é rebuscada de termos, palavras e nomes pouco familiares. Cheguei a estranhar certos nomes (não os citarei). Particularmente não achei a novela tão pesada.
Em certos momentos ela conseguiu ser até romântica, afinal moro no Rio de Janeiro e convivo com a vida bandida diariamente.
Não saberia dizer se o submundo trazido por Adroaldo, de sua vivência jornalística vivida no sul do Brasil, é diferente do submundo que experimento no Rio de Janeiro.
Adroaldo relata diversos personagens que acompanharemos do início ao fim.
No Império Bandido (título do livro), vemos a coragem, a dor, o amor, a amizade o poder e a covardia sob diversos ângulos.
A linguagem é muito rápida,
como se estivéssemos no cinema,
assistindo a um filme.
É possível sentir e perceber as cenas.
Torcemos para que o personagem principal consiga sair ileso de toda a trama
(não citarei qual deles... rs).
Ao final, o alívio foi inevitável,
pois surgiu aquilo que denomino de esperança. Adroaldo nos brinda com a possibilidade futura de que nem tudo foi em vão.

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