01 Fevereiro, 2012

sobressalto

no alto os sapatos
sobressaia
de baixo
anáguas
acima
purpurina
pura imaginação
imagem na retina
invertida está
pé na lua no chão é

26 Janeiro, 2012

Ingleses sem praia



Muito mais pra peixe estivera o mar
Tanto que gargalhava a sereia
por muito amar, comia toda a areia

23 Janeiro, 2012

Brazil massacra o Brasil




Aguardava o resultado do vestibular da Ufrgs, na sexta, 20. Pra passar o tempo e aliviar a angústia, passeei pelo histograma das provas. Observei que "exatas" não são o bicho-papão. Que Geografia e História derrubam mais as notas dos candidatos. E que esses, em larga maioria, tem mais facilidade com inglês que em Português.
Os desempenhos em geral estão lá pra serem consultados e podem se prestar a análises outras.
Eu penso que desconhecendo povo e território, e a história da nossa gente, abre-se espaço mais largo à dominação sempre tentada, o que sempre começa por se entregarem as elites de qualquer nação.
Uma das razões de insistir em escrever, e mais escrever em português e expressar publicamente revolta contra o chamado internetês (um inglês ainda envergonhado), é esse massacre da Língua Portuguesa por um "Brazil" que aceleradamente cada vez mais vai desconhecendo o Brasil.

21 Janeiro, 2012

Um doce sonho de amor

Amanhecer, tela de Marihê






Assim insinuante
esse sorriso meigo
um tanto hesitante
eu tonto por instante
penso, amante ainda leigo
na suavidade do teu colo
quão sedoso teu cabelo
em verdade pura
pressinto muito mesmo
quão bela tua figura
suave sabe à doçura

Azul turquesa em equilíbrio milenar



Do azul suspensas espreitam argutas
gaivotas planando silentes em volutas
o mar coalha de prata a superfície turquesa
a natureza artífice traz das profundezas
cardumes diversos em volume
O entorno é abandono plácido
indiferente à luta breve na natureza
entre a sombra veloz e a fugidia luz
entre o azul celeste e o verde turquesa
mergulha veloz a flecha no mar
Segue o milenar equilíbrio da natureza

Sobre a trama de o Império Bandido

Thiers Rimbaud

(São) 42 capítulos de muita ação, não é um livro fácil de ler. A redação de Adroaldo é rebuscada de termos, palavras e nomes pouco familiares. Cheguei a estranhar certos nomes (não os citarei). Particularmente não achei a novela tão pesada.
Em certos momentos ela conseguiu ser até romântica, afinal moro no Rio de Janeiro e convivo com a vida bandida diariamente.
Não saberia dizer se o submundo trazido por Adroaldo, de sua vivência jornalística vivida no sul do Brasil, é diferente do submundo que experimento no Rio de Janeiro.
Adroaldo relata diversos personagens que acompanharemos do início ao fim.
No Império Bandido (título do livro), vemos a coragem, a dor, o amor, a amizade o poder e a covardia sob diversos ângulos.
A linguagem é muito rápida,
como se estivéssemos no cinema,
assistindo a um filme.
É possível sentir e perceber as cenas.
Torcemos para que o personagem principal consiga sair ileso de toda a trama
(não citarei qual deles... rs).
Ao final, o alívio foi inevitável,
pois surgiu aquilo que denomino de esperança. Adroaldo nos brinda com a possibilidade futura de que nem tudo foi em vão.

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