06 outubro, 2016

NO PRESENTE TEM SIDO ASSIM

Participo do facebook também para publicar algumas opiniões minhas e de pessoas outras com quem concorde, fazer algumas críticas e algum proselitismo, além de dar divulgação ao que considero humano, progressista, e eventualmente dar publicidade a versos meus, de poetas de quem aprecio a obra, e dar a conhecer boas ações pela cultura e, como foi ao início, divulgar os dois livros, narrativas longas, que publiquei impressos, já esgotados, um de 2006, outro de 2010, O dia do descanso de Deus e O império bandido. 
Por eventuais outros motivos tão singelos como esses que enumerei.
Aqui expresso com seriedade e amistoso o que me move, me comove, me espanta, me incomoda, em meu espaço pessoal e, muito raramente, no espaço de pessoas que estão em meu rol de amizades virtuais, pessoas que já eram amigas minhas, que solicitaram amizade a mim e umas poucas a quem solicitei amizade.
É um laço forte o da amizade.
A opinião quase totalmente livre que flui nesta chamada rede social a ninguém obriga, nem pode ser considerada além do que é, a opinião de ua pessoa, desde um ponto de vista, desde uma visão de mundo, como penso são em geral as opiniões, mesmo as que vêm em comentários ligeiros, ainda que aparentemente superficiais.

DO MANUAL DA VIDA - Votar no rico tá explicado no manual. Ninguém sem consciência de que o rico é o responsável pela pobreza vai votar em pobre. É naturalizado pela ideologia dominante que o ideal de sucesso é ser rico.

NO MILÊNIO PASSADO ERA ASSIM




Acompanho o movimento estudantil desde 1966, o sindical desde 1974, o Movimento popular e político partidário desde 1972.
Posso dizer que há regramento para o debate de ideias e concepções em cada um deles, mais ou menos elaboradas conforme a amplitude da ação que pretendam cada um deles.
O usual, por exemplo, é que partidos políticos tenham esses regramentos por estatuto e regimento, programas, resoluções sobre estratégia, conjuntura, tática, organização, construção partidária, finanças.
È da natureza da ação partidária a adesão espontânea da pessoa para os fins coletivos.
Obrigar-se à conduta associada deliberada na agremiação, é de vontade livre. 
Para mim, o que explica o partido político é a necessidade de presença no território todo e a ação coletiva unitária para os fins decididos por toda gente que a ele se agrega por livre decisão.
Pessoalmente, respeito as lideranças que se agregam ou as construídas pela ação partidária.
No Partido dos Trabalhadores, que ajudo a construir desde 1979, avaliamos sempre propostas, acertos, erros, conquistas e derrotas, que há tudo isto em frentes várias da intervenção da agremiação ao longo da nossa história, não apenas no presente ou no período recente.. 
A prática do principio universal de que cada pessoa tem apenas um voto é de uma singeleza ao mesmo tempo palmar e comovente.
Todas as pessoas dispostas a estar no PT e com ele seguir, por humanas, são passíveis de erro, que não pune apenas a individualidade posto que muitas vezes acontece de ser atribuída a organização toda, de conjunto, a falta, o malfeito. O mesmo considero se dá com as conquistas, embora alguém menos atento possa supor que resulte apenas de mérito individual.
Respeito quem não atue em partidos, a maioria mais expressiva do povo em nossa sociedade.
Respeito a opinião de pessoas que projetaram o partido além de seus limites e a si mesmas além da condição individual.
Respeito o partido por se relacionar com as expectativas individuais todas e esforçar-se, o conjunto da base à direção, por resolver síntese capaz de atender o que a maioria decide, sem deixar de preservar espaços à minoria eventual ou persistente.
O que tento preservar é isto.

MUITO AQUÉM DO JARDIM - As pessoas que sempre recusaram as organizações políticas de combate e a avaliação de que o acúmulo político de forças deveria ter por objetivo a organização dos de baixo para a disputa real do poder não deveriam cobrar que a resistência ao golpe não passe da justa indignação.

Sei que não temos, eu e a imensa maioria dos filiados em quaisquer graus de militância, da base à direção, espaço na imprensa patronal para expor cada uma das concepções de indíviduos, grupos, tendências, maioria ou minoria.
Essa oportunidade igualitária apenas o PT reserva ao conjunto e em nome disto é que ao ambiente partidário reservamos a principal via de solução das divergências, o bom combate para o encontro das convergências.
Não sou avesso à crítica, tenho por método a autocrítica, o que o PT preserva em suas instâncias, ainda que o que resolve o PT seja intolerável para algumas pessoas, indigesto mesmo para partidários, não satisfatório para parcelas uma vez minoritárias, outras vezes majoritárarias do povo, como se verifica em nossa trajetória.
O PT surge de uma necessidade sentida dos movimentos populares, sindicais e da juventude, agregou parcelas outras da sociedade em movimento que o tinham como ferramenta de qualidade superior às ações de cada uma das articulações pré-existentes a ele.
O PT continua sendo uma ferramenta dos de baixo em nosso país.
Se capaz de responder ao que se propôs ou ao que venha se propor é problema a resolver de hoje em diante, o que nunca deixou de ser pensados desde a fundação.
Avante, sigamos!

16 setembro, 2016

A QUEM NÃO SAIBA E INTERESSAR POSSA

Continuo onde estive desde 1974, assalariado, na luta dos de baixo por ampliar organização e conscientização pra dar fim à exploração. 
O programa que defendo ainda é o de acumulação de forças nas cidades, no campo e na juventude para a conquista do governo democrático-popular, para a afirmação do respeito às diferenças, sem discriminação de etnia, gênero ou credo. 
Se é um partido, um movimento, uma frente, que a vida resolva. O essencial é a continuada ampliação das articulações sociais as mais diversas da conscientização para a o exercício efetivo da exigência social. 
Avante, sigamos.

A MARCHA CELERADA DO GOLPE E A CAMISA DE ONZE VARAS


O juiz Sérgio Moro está metido em camisa de onze varas construída pelo factóide dos procuradores do MPF. 
O Tribunal da Convicção novamente se ergue na República.
A desnecessidade da prova, o comando final dos fatos, o conjunto da obra...
Outra vez a Justiça se encaminha de cócoras ao altar da política, a que suas excelências, juízes de todos os coturnos têm novamente a vontade manifesta de render-se.
Rasgam as leis, os direitos mais comezinhos, os códigos de condutas, o sagrado bom senso institucional, a constituição, toda conquista social, o Direito resta governado ao sabor da correlação de forças do momento.
Não temem a história, desconhecem que o retorno é a essência dos movimentos, e que podem, assim provocados, além de conter a mesma violência imposta, ocorrer como reação também por mera imposição das vontades, em igual violência, não mais mediada por contrato social, que vai restando rasgado ao talante da insegurança jurídica imposta pela mais mesquinha, seletiva e excludente vontade política de eventual arranjo de interesses contra o povo brasileiro e a nação antes independente.

A viagem aos Estados Unidos da América do Norte para palestras agendadas na semana do factóide dos procuradores do MPF por certo terá sido mera coincidência.
Sim ou não, o meticulosamente programado enfrenta uma emergência. 


22 maio, 2016

MAIS METIDO QUE RATO EM GUAMPA

Não se havia percebido o traidor que gerencia interinamente os recursos públicos que um tanto de povo que tenta governar já lhe era hostil pelo gesto canalha.


Não se deu por conta que um tanto mais de povo que tenta governar vai somar insatisfação militante ostensiva a cada medida impopular, escorchante de salários e espoliadora de direitos que vai adotar porque assim lhes exigem os novos parceiros que escolheu pra cruzar a ponte.

Não pensou que o apoio em manchetes e janelas de rádio e tevê não é o carinho ou o respeito do povo, que lhe vai odiar cada vez mais e em maior número, até que o deponha ou que se consumam no exílio dos palácios os dias que sonhou felizes para a última quadra da existência.

Não mediu o usurpador que a pessoa comum, nem pessoa qualquer confia em traidores, de quem para nada é necessária a companhia, porque cachorro comedor de ovelha não regenera.
Sim, essas provas todas, regadas à cupidez e a egoísmo, são as provas impostas pelas escolhas.

09 abril, 2016

VIVA, A POETA NELI GERMANO FAZ 60 ANOS!‏

Adroaldo Bauer entrevista a Poeta Neli Germano para Fala Brasil 100% Cultura
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No livro Casa de Infância, publicado impresso pela Microeditora Gente de Palavra, Neli Germano convoca as lembranças primeiras que nos acompanham pela existência. Mais: refaz o mundo que viveu, traz ao presente o que nunca nos deixa: o que vamos sendo.
Gaúcha de Torres, 60 anos em 10 de abril de 2016, Neli Germano mora em Porto Alegre, trabalha na gestão do Arquivo Geral da federação das Indústrias do estado há mais de 20 anos.
E é poeta.  
Concilia o universo do trabalho assalariado e doméstico, os cuidados da casa, a rotina pesada requerida de mãe de três filhos já criados, de provedora da subsistência com a arte da poesia.
E que poesia, pessoas!
Um trabalho derivado do espontâneo e da palavra pesquisada, garimpada, pra que melhor expresse o adivinhado nos sentidos, o pressuposto no ainda inexistente. O momento próximo dos sentidos de mulher.
Assim, com Neli Germano, nascem prontos muitos poemas. 
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Adroaldo Bauer – A leitura de teu livro Casa de Infância te revela poeta a quem ainda não te conhecesse em versos outros. Esse livro aparece como pra ti?
Neli Germano – Casa de Infância aparece como resultado de um caminho poético percorrido, desde 1996, quando comecei a ensaiar meus primeiros versos. Foi a partir desse livro que me surpreendi poeta.
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Adroaldo Bauer – Quando teu sentir e olhar o mundo à volta passou a te cobrar expressar tuas impressões por escrito?
Neli Germano – Em dois momentos distintos: meu sentir primeiro cruzou meu eu. Uma espécie de terapia através da escrita. Considero salvação. O mundo me cobrava algo desconhecido até então, minha autonomia. Minha liberdade. Meu jeito fêmea de enfrentamento e de “empoderamento”. O segundo momento foi a partir do outro, provocada a escrever poemas sociais. O que muitos interpretam como poesia panfletária.
Adroaldo Bauer – Avalias que a maternidade, teu trabalho para a subsistência e criação da prole estão em tua poesia como?
Neli Germano – Como alento e encantamento. Também, como inquietação constante em busca de transformação. Preciso da tempestade, que revira a terra, tanto quanto da aurora, que a alimenta e ilumina.
Adroaldo Bauer – A tua circunstância no mundo e tua visão consciente desde o universo do trabalho se articulam como com a tua poesia?
Neli Germano – Minha fala poética interage com esse universo em busca de conexão entre o que é visto como a realidade e a transformação desta mesma realidade.
Adroaldo Bauer – Como resolves teus momentos de inspiração pra chegar ao poema. É um trabalho com método, é mais espontâneo que pesquisado, escreves e reescreves uma mesma ideia?
Neli Germano – Meu trabalho é mais espontâneo. Obviamente, pesquiso palavras que melhor expressem o que quero dizer. Alguns poemas nascem prontos, outros carecem de desbaste. Aprecio o poema síntese. Quando componho, fico atenta a qualquer palavra ouvida ou lida. A qualquer imagem. A palavra que caberá no poema pode surgir de uma observação captada em uma caminhada.
Adroaldo Bauer – Participas de saraus poéticos – a tua poesia falada, dita a outro te toca de que modo? E ao dizer ali a poesia de pessoas outras, como te sentes?
Neli Germano – De um modo perturbador. Talvez a palavra correta seja nua. De repente o outro observe uma “pinta” ainda não descoberta por mim… O ato de expor o que se escreve, ao meu olhar, é instigante. Gosto desse strip-tease. Porque também tem o lado do prazer. O prazer de emocionar alguém. Do aplauso. Ler outro poeta é ter a oportunidade de conhecê-lo um pouco mais, e sentir-se em sua companhia. Sinto-me bem lendo outras pessoas, elas gostam quando leio seus poemas (até onde sei).
Adroaldo Bauer – Fazes poemas em versos livres. Te sentes pertencendo a alguma escola da poesia, influenciada pelo estudo e leitura de alguma poesia em particular?
Neli Germano – Não me sinto pertencida a qualquer escola de poesia. Leio poesia de muitos autores, mas não me sinto influenciada por algum poeta em particular. No entanto, ao concluir Casa de Infância, senti que havia qualquer coisa ali da poeta mineira Adélia Prado. Não estou imune à influência. Somos um pouco do que lemos.
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Adroaldo Bauer – Tua vida familiar e profissional ajudou e ajuda tua expressão poética? Compreendem, te apoiam, estranham o que fazes de arte?
Neli Germano – Trouxe a poesia da infância, primeiro a ouvir o canto do bem-te-vi, de olhos fechados. Depois com Navio Negreiro de Castro Alves e os poetas Manoel Bandeira e Cecília Meireles. Meu pai (87) tinha muitos livros de poesia. Ele também é poeta, apesar de não ter publicado. Muitas vezes o surpreendi a escrever versos. Meu fazer poético teve início em meados dos anos 90, apoiada e compreendida não só pelos familiares e colegas de trabalho, como também pela comunidade em que atuo. Quanto ao estranhamento, penso que tenha sido eu a mais surpreendida em se ver fazendo arte.
Adroaldo Bauer – Quando dás por acabado um poema, o queres dar a conhecer, entregá-lo ao olhar de pessoas que leem por qual principal razão?
Neli Germano – Tenho a pretensão que meu leitor se encante (ou se surpreenda) tanto quanto eu com o poema. Que me diga suas impressões de acordo com sua subjetividade. Busco crítica.
Adroaldo Bauer – Tens projetos para publicação de mais poemas teus também impressos?
Neli Germano – Sim. Pretendo lançar meu segundo livro ainda em 2016, uma coletânea dos poemas que compus desde 1996.
Adroaldo Bauer – Como foi conciliar o universo do trabalho assalariado e doméstico, os cuidados da casa, a rotina pesada requerida de mãe, de provedora da subsistência com a tua arte?
Neli Germano – Sim, Adroaldo! Essa trajetória foi desafiadora e prazerosa. Ouso dizer, sem nenhum escrúpulo, que foi audaciosa. Assim tem sido. Agradeço aos meus familiares, colegas, amigos de diversas tribos, entre estes os poetas, o apoio que tenho recebido nesta minha singela vida literária.
Adroaldo Bauer – Agradecemos tua contribuição. Tens mais algo que gostaria de dizer ao leitor do Jornal Fala Brasil nesta entrevista?
Neli Germano – Agradeço pela oportunidade de ser entrevistada pelo Jornal Fala Brasil, uma referência de mídia cultural em Porto Alegre. Sinto-me honrada. Agradeço, também, aos que chegaram comigo ao final desta entrevista.
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Texto: Adroaldo Bauer (FB)     Fotos: Arquivo pessoal da poeta

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