Ah! Desejo esse
por hora gravita
outras vezes levita
nos eleva de planícies a píncaros inauditos
desvia malfeitos e malditos medos
Ah, desejo...
tanta messe ainda
pouca aragem
muito ensejo
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| Capa da edição de verão 2012 do Jornal Fala Brasil! |
Sendo carnaval, melhor Orfeu que Arlequim
no alto os sapatos
sobressaia
de baixo
anáguas
acima
purpurina
pura imaginação
imagem na retina
invertida está
pé na lua no chão é
Muito mais pra peixe estivera o mar
Tanto que gargalhava a sereia
por muito amar, comia toda a areia
Aguardava o resultado do vestibular da Ufrgs, na sexta, 20. Pra passar o tempo e aliviar a angústia, passeei pelo histograma das provas. Observei que "exatas" não são o bicho-papão. Que Geografia e História derrubam mais as notas dos candidatos. E que esses, em larga maioria, tem mais facilidade com inglês que em Português.
Os desempenhos em geral estão lá pra serem consultados e podem se prestar a análises outras.
Eu penso que desconhecendo povo e território, e a história da nossa gente, abre-se espaço mais largo à dominação sempre tentada, o que sempre começa por se entregarem as elites de qualquer nação.
Uma das razões de insistir em escrever, e mais escrever em português e expressar publicamente revolta contra o chamado internetês (um inglês ainda envergonhado), é esse massacre da Língua Portuguesa por um "Brazil" que aceleradamente cada vez mais vai desconhecendo o Brasil.
Sobre a trama de o Império Bandido
Thiers Rimbaud
(São) 42 capítulos de muita ação, não é um livro fácil de ler. A redação de Adroaldo é rebuscada de termos, palavras e nomes pouco familiares. Cheguei a estranhar certos nomes (não os citarei). Particularmente não achei a novela tão pesada.
Em certos momentos ela conseguiu ser até romântica, afinal moro no Rio de Janeiro e convivo com a vida bandida diariamente.
Não saberia dizer se o submundo trazido por Adroaldo, de sua vivência jornalística vivida no sul do Brasil, é diferente do submundo que experimento no Rio de Janeiro.
Adroaldo relata diversos personagens que acompanharemos do início ao fim.
No Império Bandido (título do livro), vemos a coragem, a dor, o amor, a amizade o poder e a covardia sob diversos ângulos.
A linguagem é muito rápida,
como se estivéssemos no cinema,
assistindo a um filme.
É possível sentir e perceber as cenas.
Torcemos para que o personagem principal consiga sair ileso de toda a trama
(não citarei qual deles... rs).
Ao final, o alívio foi inevitável,
pois surgiu aquilo que denomino de esperança. Adroaldo nos brinda com a possibilidade futura de que nem tudo foi em vão.