14 julho, 2017

PARA UMA URGENTE E NECESSÁRIA ACUMULAÇÃO DE FORÇAS NO CAMPO POPULAR E DEMOCRÁTICO

Se as forças conservadoras historicamente contingenciam, modulam ou mesmo impedem a realização dos programas presidenciais eleitos pelo povo, que as forças populares arregimentem seus principais quadros para a disputa de mandatos de deputados federais nas próximas eleições com vistas à conquista da maioria naquela casa para a defesa e 
acumulação histórica de forças em todo o território, organização e propaganda pública de um programa de Frente Democrático-Popular para a promoção da unidade das forças sociais que hoje já defendem organizadas de modos distintos e em movimentos variados no campo e nas cidades uma sociedade livre da exploração do trabalho, garantidora dos direitos da pessoa, da igualdade de oportunidades, que respeite as diferenças, defenda a expressão plural das culturas, a liberdade de expressão e o direito de acesso à informação, promova a biodiversidade e defenda o meio ambiente e o acesso às cidades.
Acumular forças assim amplia as possibilidades de um futuro mandato presidencial cumprir de fato um programa eleito de compromisso com o povo e a soberania nacional.

22 abril, 2017

Sem mais "Derrama"

A esquerda não emburreceu (sic, Alabarse), nem há sinais aqui ou em lugar outro do planeta de que a direita passou a ser inteligente.
Enfrentar a ameaça de parcelamento ou não pagamento de salários é uma exigência para quem vive de vender a força de trabalho. 
Defender serviços públicos de qualidade é uma exigência social.
A opção de aguardar calados a imposição da precarização dos serviços e perdas salariais é que denunciaria falta de inteligência.
Lançar mão da redução das competências do estado denuncia a incapacidade de formular soluções adequadas à contemporaneidade.
Propagandear dia sim, dia também a escassez de meios preparando terreno e consciências para o não pagamento de salários, requenta a receita liberal do início do século passado: mais trabalho, menos salário, menos gastos públicos com serviços públicos para todos, mais repasses de recursos de impostos à iniciativa privada, para poucos.
O secretário da Cultura de Porto Alegre Luciano Alabarse esqueceu que a gestão pública não é ato de vontade pessoal. Que a boa vontade não é suficiente na escassez. Que governar é decidir para o que e para quem irão os recursos poucos, não distribuir mesadas.
Terá pensado o prefeito antes de se colocar como opção que administrar Porto Alegre teria menores dificuldades que as encontradas?
 Nos recusamos a aceitar que as desconhecesse. Desonraria a pessoa supor o contrário.
Gerir o interesse público não é a mera e rasa afirmação de uma visão pessoal, posto que há na cidade pessoas outras, cidadãos contribuintes que vivem aqui por gosto e aqui realizam seu projetos.
Porto Alegre é participativa, tem vontade coletiva associada a grupos sociais, comunitários, profissionais, juvenis ou maduros.
A cidade cobra o que já teve porque sabe que pode ter.
O encontro das contas não é só um exercício contábil e o lançar mão do aumento de taxas e impostos, fazer caixa impondo perdas aos funcionários.
 Esse encontro requer atualidade, inteligência e criatividade para deixar a "Derrama" e a escravidão no passado.

06 outubro, 2016

NO PRESENTE TEM SIDO ASSIM

Participo do facebook também para publicar algumas opiniões minhas e de pessoas outras com quem concorde, fazer algumas críticas e algum proselitismo, além de dar divulgação ao que considero humano, progressista, e eventualmente dar publicidade a versos meus, de poetas de quem aprecio a obra, e dar a conhecer boas ações pela cultura e, como foi ao início, divulgar os dois livros, narrativas longas, que publiquei impressos, já esgotados, um de 2006, outro de 2010, O dia do descanso de Deus e O império bandido. 
Por eventuais outros motivos tão singelos como esses que enumerei.
Aqui expresso com seriedade e amistoso o que me move, me comove, me espanta, me incomoda, em meu espaço pessoal e, muito raramente, no espaço de pessoas que estão em meu rol de amizades virtuais, pessoas que já eram amigas minhas, que solicitaram amizade a mim e umas poucas a quem solicitei amizade.
É um laço forte o da amizade.
A opinião quase totalmente livre que flui nesta chamada rede social a ninguém obriga, nem pode ser considerada além do que é, a opinião de ua pessoa, desde um ponto de vista, desde uma visão de mundo, como penso são em geral as opiniões, mesmo as que vêm em comentários ligeiros, ainda que aparentemente superficiais.

DO MANUAL DA VIDA - Votar no rico tá explicado no manual. Ninguém sem consciência de que o rico é o responsável pela pobreza vai votar em pobre. É naturalizado pela ideologia dominante que o ideal de sucesso é ser rico.

NO MILÊNIO PASSADO ERA ASSIM




Acompanho o movimento estudantil desde 1966, o sindical desde 1974, o Movimento popular e político partidário desde 1972.
Posso dizer que há regramento para o debate de ideias e concepções em cada um deles, mais ou menos elaboradas conforme a amplitude da ação que pretendam cada um deles.
O usual, por exemplo, é que partidos políticos tenham esses regramentos por estatuto e regimento, programas, resoluções sobre estratégia, conjuntura, tática, organização, construção partidária, finanças.
È da natureza da ação partidária a adesão espontânea da pessoa para os fins coletivos.
Obrigar-se à conduta associada deliberada na agremiação, é de vontade livre. 
Para mim, o que explica o partido político é a necessidade de presença no território todo e a ação coletiva unitária para os fins decididos por toda gente que a ele se agrega por livre decisão.
Pessoalmente, respeito as lideranças que se agregam ou as construídas pela ação partidária.
No Partido dos Trabalhadores, que ajudo a construir desde 1979, avaliamos sempre propostas, acertos, erros, conquistas e derrotas, que há tudo isto em frentes várias da intervenção da agremiação ao longo da nossa história, não apenas no presente ou no período recente.. 
A prática do principio universal de que cada pessoa tem apenas um voto é de uma singeleza ao mesmo tempo palmar e comovente.
Todas as pessoas dispostas a estar no PT e com ele seguir, por humanas, são passíveis de erro, que não pune apenas a individualidade posto que muitas vezes acontece de ser atribuída a organização toda, de conjunto, a falta, o malfeito. O mesmo considero se dá com as conquistas, embora alguém menos atento possa supor que resulte apenas de mérito individual.
Respeito quem não atue em partidos, a maioria mais expressiva do povo em nossa sociedade.
Respeito a opinião de pessoas que projetaram o partido além de seus limites e a si mesmas além da condição individual.
Respeito o partido por se relacionar com as expectativas individuais todas e esforçar-se, o conjunto da base à direção, por resolver síntese capaz de atender o que a maioria decide, sem deixar de preservar espaços à minoria eventual ou persistente.
O que tento preservar é isto.

MUITO AQUÉM DO JARDIM - As pessoas que sempre recusaram as organizações políticas de combate e a avaliação de que o acúmulo político de forças deveria ter por objetivo a organização dos de baixo para a disputa real do poder não deveriam cobrar que a resistência ao golpe não passe da justa indignação.

Sei que não temos, eu e a imensa maioria dos filiados em quaisquer graus de militância, da base à direção, espaço na imprensa patronal para expor cada uma das concepções de indíviduos, grupos, tendências, maioria ou minoria.
Essa oportunidade igualitária apenas o PT reserva ao conjunto e em nome disto é que ao ambiente partidário reservamos a principal via de solução das divergências, o bom combate para o encontro das convergências.
Não sou avesso à crítica, tenho por método a autocrítica, o que o PT preserva em suas instâncias, ainda que o que resolve o PT seja intolerável para algumas pessoas, indigesto mesmo para partidários, não satisfatório para parcelas uma vez minoritárias, outras vezes majoritárarias do povo, como se verifica em nossa trajetória.
O PT surge de uma necessidade sentida dos movimentos populares, sindicais e da juventude, agregou parcelas outras da sociedade em movimento que o tinham como ferramenta de qualidade superior às ações de cada uma das articulações pré-existentes a ele.
O PT continua sendo uma ferramenta dos de baixo em nosso país.
Se capaz de responder ao que se propôs ou ao que venha se propor é problema a resolver de hoje em diante, o que nunca deixou de ser pensados desde a fundação.
Avante, sigamos!

16 setembro, 2016

A QUEM NÃO SAIBA E INTERESSAR POSSA

Continuo onde estive desde 1974, assalariado, na luta dos de baixo por ampliar organização e conscientização pra dar fim à exploração. 
O programa que defendo ainda é o de acumulação de forças nas cidades, no campo e na juventude para a conquista do governo democrático-popular, para a afirmação do respeito às diferenças, sem discriminação de etnia, gênero ou credo. 
Se é um partido, um movimento, uma frente, que a vida resolva. O essencial é a continuada ampliação das articulações sociais as mais diversas da conscientização para a o exercício efetivo da exigência social. 
Avante, sigamos.

A MARCHA CELERADA DO GOLPE E A CAMISA DE ONZE VARAS


O juiz Sérgio Moro está metido em camisa de onze varas construída pelo factóide dos procuradores do MPF. 
O Tribunal da Convicção novamente se ergue na República.
A desnecessidade da prova, o comando final dos fatos, o conjunto da obra...
Outra vez a Justiça se encaminha de cócoras ao altar da política, a que suas excelências, juízes de todos os coturnos têm novamente a vontade manifesta de render-se.
Rasgam as leis, os direitos mais comezinhos, os códigos de condutas, o sagrado bom senso institucional, a constituição, toda conquista social, o Direito resta governado ao sabor da correlação de forças do momento.
Não temem a história, desconhecem que o retorno é a essência dos movimentos, e que podem, assim provocados, além de conter a mesma violência imposta, ocorrer como reação também por mera imposição das vontades, em igual violência, não mais mediada por contrato social, que vai restando rasgado ao talante da insegurança jurídica imposta pela mais mesquinha, seletiva e excludente vontade política de eventual arranjo de interesses contra o povo brasileiro e a nação antes independente.

A viagem aos Estados Unidos da América do Norte para palestras agendadas na semana do factóide dos procuradores do MPF por certo terá sido mera coincidência.
Sim ou não, o meticulosamente programado enfrenta uma emergência. 


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