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07 setembro, 2011
26 abril, 2010
15 setembro, 2009
poemethos 11

São escritos de amor, com alguma dor por desarrumados amores, que deixam fundas marcas, saudades, beleza, cólera e rancor até; réstias de vida em sol e luar. São escritos da existência, no entanto, e apenas.
02 abril, 2009
inda me dói
12 fevereiro, 2009
20 outubro, 2008
Carta a uma amiga que sofre uma grande perda
Eu não acho estranho que sintas dor, nem que eleve essa dor ao âmago da boa pessoa que és:
Perdemos todos os dias pessoas queridas, pessoas conhecidas, pessoas desconhecidas, perdemos todos os dias, um pouco das nossas vidas, muito dos nossos sonhos, mais ainda da possibilidade de vê-los concretos um dia.
Perdemos todos os dias fios da teia da esperança, perdemos todos os dias, até o nascer do sol, porque estamos ainda dormindo, ou o pôr do sol, porque está chovendo, o céu é cinza, e não saímos a rua para molhar os pés.
Perdemos todos os dias o que ganhamos todos os dias, e não vou ser insensível: perdemos em muitos dessses dias pessoas por demais queridas, jamais possíveis de serem por outras pessoas substituídas, porque com elas perdemos parte das nossas vidas, grandes pedaços de nossas almas com parte mesma da nossa carne.
As vidas que ganhamos e reproduzimos devemos sempre elevar, todos os dias, por beijos, por abraços, por palavras doces, por carinhos, para que nos sobrem as boas lembranças sobre as más recordações, para que deixemos ao partir saudades de bons momentos, de amizade, de amor, de alegria aos que sobreviverem a nós.
O que posso dizer a mais é que devemos sempre celebrar incondicionalmente a vida!
Perdemos todos os dias pessoas queridas, pessoas conhecidas, pessoas desconhecidas, perdemos todos os dias, um pouco das nossas vidas, muito dos nossos sonhos, mais ainda da possibilidade de vê-los concretos um dia.
Perdemos todos os dias fios da teia da esperança, perdemos todos os dias, até o nascer do sol, porque estamos ainda dormindo, ou o pôr do sol, porque está chovendo, o céu é cinza, e não saímos a rua para molhar os pés.
Perdemos todos os dias o que ganhamos todos os dias, e não vou ser insensível: perdemos em muitos dessses dias pessoas por demais queridas, jamais possíveis de serem por outras pessoas substituídas, porque com elas perdemos parte das nossas vidas, grandes pedaços de nossas almas com parte mesma da nossa carne.
As vidas que ganhamos e reproduzimos devemos sempre elevar, todos os dias, por beijos, por abraços, por palavras doces, por carinhos, para que nos sobrem as boas lembranças sobre as más recordações, para que deixemos ao partir saudades de bons momentos, de amizade, de amor, de alegria aos que sobreviverem a nós.
O que posso dizer a mais é que devemos sempre celebrar incondicionalmente a vida!
25 julho, 2008
Um dia que não passa
[ Poema comentário a Pinguilim, de Spírito Santo, em Overmundo ]
Foto Spírito Santo
Dorme de dia que o povo olha,
não se comove muito, mas olha.
Se dormir à noite, dança, morre
uma'zeitona, uma branca afiada,
um fino estilete enferrujado,
mesmo uma meia-lua de pernada.
Até torção de estrangüela leva
Ele assim resiste, sobrevive, insiste,
parece não qué morrê sem estilo...
o povo olha, não se comove, mas até vê
e nem é na tevê é só no meio da rua,
sem algum glamur nem força na peruca.
Tá doido! Cuida o caveirão!
Inda é bicho homem,
Inda fora do rabecão.
Se ficá, os lobos comem!
Nem pintura de relevo é a baixeza,
Inda é vivo, desenahdo na pedra nem.
Eita dor! Haja desamor.
Foto Spírito Santo

Dorme de dia que o povo olha,
não se comove muito, mas olha.
Se dormir à noite, dança, morre
uma'zeitona, uma branca afiada,
um fino estilete enferrujado,
mesmo uma meia-lua de pernada.
Até torção de estrangüela leva
Ele assim resiste, sobrevive, insiste,
parece não qué morrê sem estilo...
o povo olha, não se comove, mas até vê
e nem é na tevê é só no meio da rua,
sem algum glamur nem força na peruca.
Tá doido! Cuida o caveirão!
Inda é bicho homem,
Inda fora do rabecão.
Se ficá, os lobos comem!
Nem pintura de relevo é a baixeza,
Inda é vivo, desenahdo na pedra nem.
Eita dor! Haja desamor.
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