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| (foto de Adroaldo Bauer: Marihê e Tela Azul, dela) |
suaves sonhos são...
passageiras indeléveis
quando as vejo, umas,
as sinto e as percebo,
outras, é que escrevo.
sou então pessoa outra,
alma exposta na calçada,
folha por ventos levada.
leveza de pluma,
densidade de bruma,
o peso do tempo...
em acordo comigo acordo
e, num piscar de olhos,
foram-se nuvens e musas.
resto conforme, expectante
dum novo momento outro.
Espero sempre que delirante.
Grave, horrendo, talvez...
por vezes sem medida,
cada leão por sua vez.
por instantes, até flores
as mais belas em cores,
as brancas, uns amores.
É tarde, acordo a sonhar
ainda hoje contigo estar,
e te abraçar e te beijar.



