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| Primeiro livro de prosa da poeta de Flor da Pedra. Tudo de bom pra ela e pra nós, leitores dela. |
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04 outubro, 2011
Cida Almeida toda prosa, agora!
09 setembro, 2010
Estarei na Feira do Livro de Porto Alegre neste 2010
Uma novela pra ler de graça.
É só baixar!
Essa outra é uma novela ainda impressa, quase de graça, não fosse um drama policial.
O Império Bandido, em 42 capítulos, 232 páginas impressas, edição do autor, como a primeira.
Já estão distribuídos 400 exemplares da primeira edição do autor de 1 mil.
Sessão de autógrafos na 56ª Feira do Livro de Porto Alegre em 14 de novembro, às 18h30min.
17 novembro, 2009
Inesquecível
Porque razão ela começara a esconder os pezinhos de meu olhar, que era só de casual admiração eu não sei dizer ainda hoje.
Não conseguiu o mesmo intento para os olhos verde água ou não os quis fechar. Ainda que o fizesse, eu já os fotografara, em memória e máquina, furtivamente, pensei ter sido.
O brilho intenso dos seus olhos, não esqueço.
As mãos, dedos longos, finos, delicados, pousados sobre as pernas, as coxas explodindo as costuras do jeans. Quem sabe dizer como pessoas assim vestem desse modo as roupas? A tese é que costuram no próprio corpo, já em posição de vestir...
Parecia esculpida, ela. Linda, talhada em madeira fina, adornada de metais e pedras raras, entre elas a que me é mais cara. Safira era o nome escrito no caderno que apertava contra o busto. Para esconder os seios? Ou por assim sempre ser.
Eu não considerei que a encarasse ou a asustava, pensara, pareceu-me ter bem dissimulado, imperceptível. Ela, no entanto, percebi tarde demais, fazia o mesmo comigo.
Eram pés pequenos, delicados os dela. Formosos até se podia dizer deles, contidos por sapatinhos singelos, baixos, também verdes.
Ah! Teriam sido postos para combinar?
Inesquecível visão do paraíso. Parecia-me, agora, quando novamente pude ver-lhe os olhos, grandes, redondos e, surpreso, pensei que piscavam para mim, insinuantes. Descombinavam encantadoramente da blusinha mostarda e do jeans azul claro, também da echarpe multicor, harmonioso conjunto, no entanto... também bonitos.
Teria mesmo piscado de modo insinuante ou a minha imaginação, querendo, voava? Iludia-me, por certo!
Os cabelos lisos, louros, finalizam, longos, em caracóis discretos. Escová-los, acariciá-los, percebia-se poder aproximar-se ao delírio, às delícias raras, suaves que se apresentavam.
Os pezinhos mexeram-se rápidos e se formaram para sustentar o corpo levantando do banco do ônibus à minha frente, desses um contra o outro. Fitei-os entristecido com a perspectiva da perda se anunciando. E só então os percebi priosioneiros de tirinhas finas no sapato, o que não vira ainda, até aquela hora. E os apertavam aquelas tiras a ponto de fazer aparecer, por certo como protesto, marcas; tênues saliências à semelhança de quando se pressiona leve finíssima esponja.
Seria uma bailarina? Que linda bailarina seria ela, fantasiei imaginando-a em elegane pliêu.
Levantei.
Segui-a até a saída do ônibus. Docemente, piscou os grandes olhos verde água. E deu-me um leve abano de mão.
Congelei.
O ônibus partia enquanto a via sorrindo graciosamente, ainda em minha direção, mas já acompanhada de um outro homem, que lhe passara o braço à cintura e a beijara suave no rosto.
Não mais a vi. Nunca a esqueci.
Não conseguiu o mesmo intento para os olhos verde água ou não os quis fechar. Ainda que o fizesse, eu já os fotografara, em memória e máquina, furtivamente, pensei ter sido.
O brilho intenso dos seus olhos, não esqueço.
As mãos, dedos longos, finos, delicados, pousados sobre as pernas, as coxas explodindo as costuras do jeans. Quem sabe dizer como pessoas assim vestem desse modo as roupas? A tese é que costuram no próprio corpo, já em posição de vestir...
Parecia esculpida, ela. Linda, talhada em madeira fina, adornada de metais e pedras raras, entre elas a que me é mais cara. Safira era o nome escrito no caderno que apertava contra o busto. Para esconder os seios? Ou por assim sempre ser.
Eu não considerei que a encarasse ou a asustava, pensara, pareceu-me ter bem dissimulado, imperceptível. Ela, no entanto, percebi tarde demais, fazia o mesmo comigo.
Eram pés pequenos, delicados os dela. Formosos até se podia dizer deles, contidos por sapatinhos singelos, baixos, também verdes.
Ah! Teriam sido postos para combinar?
Inesquecível visão do paraíso. Parecia-me, agora, quando novamente pude ver-lhe os olhos, grandes, redondos e, surpreso, pensei que piscavam para mim, insinuantes. Descombinavam encantadoramente da blusinha mostarda e do jeans azul claro, também da echarpe multicor, harmonioso conjunto, no entanto... também bonitos.
Teria mesmo piscado de modo insinuante ou a minha imaginação, querendo, voava? Iludia-me, por certo!
Os cabelos lisos, louros, finalizam, longos, em caracóis discretos. Escová-los, acariciá-los, percebia-se poder aproximar-se ao delírio, às delícias raras, suaves que se apresentavam.
Os pezinhos mexeram-se rápidos e se formaram para sustentar o corpo levantando do banco do ônibus à minha frente, desses um contra o outro. Fitei-os entristecido com a perspectiva da perda se anunciando. E só então os percebi priosioneiros de tirinhas finas no sapato, o que não vira ainda, até aquela hora. E os apertavam aquelas tiras a ponto de fazer aparecer, por certo como protesto, marcas; tênues saliências à semelhança de quando se pressiona leve finíssima esponja.
Seria uma bailarina? Que linda bailarina seria ela, fantasiei imaginando-a em elegane pliêu.
Levantei.
Segui-a até a saída do ônibus. Docemente, piscou os grandes olhos verde água. E deu-me um leve abano de mão.
Congelei.
O ônibus partia enquanto a via sorrindo graciosamente, ainda em minha direção, mas já acompanhada de um outro homem, que lhe passara o braço à cintura e a beijara suave no rosto.
Não mais a vi. Nunca a esqueci.
04 agosto, 2009
Nova coletânea de outros versos meus
22 janeiro, 2009
Ah, meu pai presente
Quando em meus 12 anos, sem pedir, meu pai Milton deu-me um exemplar d'OS Lusíadas, senti o peso de Camões naquela abertura que vai se fazendo em versos sem se encontrar o sujeito antes de perder o fôlego.
Consegui ler o poema todo, com riquíssimas notas de rodapé acrescentadas pelo editor brasileiro, tantas as divindiades do panteão greco-romano citadas, penso que já após meus 14 anos já bem feitos.
Fantástico presente.
Delirante leitura.
Não mais parei de ler o que me chegasse às mãos, por uns bons outros 14 anos.
Depois fui selecionando, mais parcimônia.
Leio ainda hoje, com muito gosto, poemas, prosa, algumas bulas de remédio, até.
E a escrever também me atrevo.
Agradeça-se a pais zelosos que presenteiam livros a filhos muitas vezes sequer ditosos.
Consegui ler o poema todo, com riquíssimas notas de rodapé acrescentadas pelo editor brasileiro, tantas as divindiades do panteão greco-romano citadas, penso que já após meus 14 anos já bem feitos.
Fantástico presente.
Delirante leitura.
Não mais parei de ler o que me chegasse às mãos, por uns bons outros 14 anos.
Depois fui selecionando, mais parcimônia.
Leio ainda hoje, com muito gosto, poemas, prosa, algumas bulas de remédio, até.
E a escrever também me atrevo.
Agradeça-se a pais zelosos que presenteiam livros a filhos muitas vezes sequer ditosos.
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