07 novembro, 2006

De auroras e madrugadas


AURORA

O galo
bicou o véu
do céu
com seu canto.
E fez rasgar
o dia;
E fez
eclodir
uma sinfonia
de luzes e sol
inundando nossas cabeças
com a imensa
maçã vermelha,
centelha
a refletir no espelho
de lâmina fina
e fria
da neblina
a aura da aurora
que anuncia os raios
do raiar
do dia.

Flávio Barreto Leite
Niterói / 30/ Out. / 05 / 06 / Nov. 2006.



No cu da madruga
(Com a devida licença poética e perdão antecipado aos de ouvidos finos)

Este galo meu comparsa,
Que bica teu céu na aurora,
Só o faz porque há muito
O acordou o sabiá
Bicho solerte e matreiro
Que cantou lá no terreiro
Antes de o galo cantar
Antes então
De o novo dia raiar
Já havia na minha janela
De papo inchado pro ar
O sabiá a assobiar
Isto você sabia
Só não lhe veio à memória
Essa tal de sinfonia,
Agora inda mais canora
Tinha um solo precursor
Que o fim das noites inunda
Rompido o cu da madruga
Como dizem os piás
De modo talvez impróprio
Falando do passarinho,
Antes do galo, da aurora, da tal maçã vermelha,
Estão lá os laranjeiras, conhecidos sabiás.

Adroaldo Bauer 07/11/06

Um comentário:

  1. Cândido Balhefo07/02/2007 14:06

    Precisava comentar o impropério? a "rainha dos baixinhos", por exemplo, não o têm, tal qual tu e eu?

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