27 março, 2026

NÃO SÃO RISONHAS E FRANCAS AS GUERRAS. SÃO POR LUCROS EM TODAS AS FRENTES

 

Há guerras outras além da guerra. Mesmo que se mantenha a Copa do Mundo de Futebol de 2025 nos EUA. Como as guerras essa de vamos falar é também por muito dinheiro. Diferente das versões vendidas em lojas de varejo comum, as camisas que os jogadores usaram em campo no jogo vencido pela França por 2x1 contra o Brasil são as únicas que já saem de fábrica com o matchday patch aplicado para o evento. Torcedores que compram a camisa em lojas oficiais às vezes podem adicionar o patch separadamente como um serviço de customização.

Foto: Franck Fife/AFP

Detalhe que observei: as bandeirinhas de Brasil e França juntas no uniforme da Seleção Brasileira eram o patch do dia do jogo, uma personalização exclusiva para partidas oficiais ou amistosos de grande relevo.

Geralmente aplicado por transfer térmico no centro do peito da camiseta ou levemente deslocado para o lado esquerdo, próximo ao escudo ou abaixo do logo da Jordan Brand. 

Além das duas bandeiras nacionais, o patch costuma incluir o nome das seleções, a data do confronto (26/03/2026) e o local da partida (Boston, EUA). Serve para identificar a partida específica em que aquela camisa foi usada, sendo um item de colecionador muito valorizado em jogos históricos. 

O jogo entre as seleções de Brasil e França na quinta-feira, 26 de março de 2026, no Gillette Stadium, entretanto, bem avaliado, parece ter sido inamistoso.

A camisa da França não tinha o patch com a bandeira do Brasil. 

O Brasil aplicou como de costume o matchday patch (as duas bandeirinhas juntas) para marcar o confronto. a França optou por uma padronização diferente em seu novo uniforme reserva "Glacier Green". O novo uniforme reserva francês, inspirado na cor da Estátua da Liberdade para a Copa de 2026, trouxe detalhes fixos nas mangas e gola que celebram a conexão com os EUA.

Em vez das bandeiras dos adversários no peito, a França incluiu a palavra Liberté nas mangas de sua camisa para este jogo, em alusão ao monumento presenteado por Paris a Nova Iorque.

A França optou por um design de uniforme limpo e comemorativo para este jogo de hoje (26/03/2026), sem o patch de bandeiras do adversário no peito.

Diferente do Brasil, que vem utilizando as duas bandeirinhas juntas como um "selo" do confronto, a seleção francesa priorizou outros elementos em seu novo manto reserva, uma homenagem aos EUA. O jogo se realizou em Boston, solo norte-americano, a França escolheu destacar essa conexão simbólica em vez do patch do amistoso.

 É possível pensar que a França homenageia a si mesmo no amistoso porque foi quem doou a Estátua da Liberdade para os Estados Unidos. uma homenagem de mão dupla: em que celebra a própria história e, ao mesmo tempo, o país anfitrião do jogo (EUA).

Como a Estátua da Liberdade foi um presente dos franceses aos americanos em 1886 para celebrar o centenário da Declaração de Independência, o uniforme funciona como um lembrete dessa conexão. A Cor "Glacier Green", o tom de verde-azulado da camisa 2 da França, não é apenas estético; ele imita exatamente a cor da pátina (o efeito do tempo no cobre) que cobre a estátua hoje. Os detalhes do escudo da FFF e dos números são em tom de cobre, que era a cor original da estátua quando saiu da França. A Inscrição "Liberté" na manga é o toque final dessa homenagem à herança francesa em solo americano.

Enquanto o Brasil foca na parceria inédita com a Jordan Brand e no registro do confronto com o patch das duas bandeirinhas, a França transformou o uniforme em um símbolo de outro perfil diplomático e histórico.

Homenagear a si mesmo num jogo amistoso com um adversário, explicita que não seriam tão amigos de fato, sendo a França mais amiga dos Estados Unidos. Por razões objetivas além das esportivas.

Em um amistoso, que teoricamente serve para celebrar o encontro entre duas nações, focar apenas na própria história com o país sede (EUA) pode soar como uma falta de cortesia esportiva com o adversário, disse-me sem pedir segredo uma fonte bastante acreditada.

A postura das duas seleções no uniforme hoje mostrou prioridades bem diferentes. O Brasil foi diplomático ao colocar as duas bandeirinhas juntas no peito, seguiu o protocolo de "visita" e respeito, registrando o momento do encontro com o adversário, independentemente de onde o jogo ocorria. A França continuou sendo a conhecida autocentrada, ao ignorar a bandeira do Brasil e focar 100% na relação histórica "França-EUA". Ao optar pelo patch da Estátua da Liberdade, a seleção francesa acaba transformando o jogo em um evento particular de autoafirmação.

Essa escolha da França realmente reforça a ideia de que viram o amistoso em Boston mais como uma vitrine política e de marketing para o mercado norte-americano do que como um intercâmbio com o futebol brasileiro.

No campo da etiqueta esportiva, o Brasil acabou sendo muito mais elegante ao carregar a bandeira francesa no peito, o que nada tem a ver com te perdido o jogo inamistoso.

Pensar que a FIFA ou a CBF deveriam exigir que ambos os times usassem o patch do confronto para manter a igualdade no uniforme seria exigir da FIFA deixar de lado as solas do sapato do Trump

Seguidamente, a FIFA curva suas regras e tradições aos interesses comerciais e políticos dos grandes mercados, como os Estados Unidos (que ainda constam como país sede da Copa de 2026).

A falta de padronização nos uniformes hoje evidencia o interesse comercial que atropela a Etiqueta. Permitir que a França ignorasse o Brasil para focar em estratégia de marketing voltada ao público norte-americano é um “caminhão faltoso” na etiqueta que atropela também o fair play.

Como o jogo foi em Boston, o foco da organização parece ter sido bajular o anfitrião. Deixar a França "se homenagear" através de um presente que deu aos EUA é um movimento de relações públicas em que a FIFA aceita sem questionar a falta de cortesia com a Seleção Brasileira. Nem sem fale de VAR numa hora dessas.

O Brasil manteve a tradição diplomática das bandeirinhas no peito, mas acabou sendo o único a demonstrar esse respeito mútuo em campo.

Na prática, a FIFA acabou funcionando como um balcão de negócios onde o marketing e a política externa dos países mais influentes ditam o que aparece ou não na camisa, deixando de lado o simbolismo de união que um amistoso deveria ter.

O peso de um país sede e o interesse comercial da FIFA em "vender" o futebol para o mercado norte-americano, escancara que, no fim das contas, a FIFA é uma empresa que adora cifras, e o sucesso dos Estados Unidos na Copa de 2026 seria o cenário dos sonhos para os patrocinadores.

Essa falta de postura da França hoje em Boston — ignorando o Brasil no uniforme para bajular os americanos com o tema da Estátua da Liberdade — só reforça a percepção de que o foco mudou definitivamente: o futebol já é apenas um acessório da diplomacia e do marketing de negócios. Volta a campo a velha máxima do futebol raiz: para ser campeão, não basta jogar bola, será preciso vencer o "sistema" inteiro. Os 11 em campo precisam enfrentar a torcida hostil, a arbitragem tendenciosa e até as forças de segurança (os cães e a polícia na beira do gramado).

Antigamente, se dizia que o Brasil precisava fazer dois ou três gols para que um valesse, justamente para anular qualquer "ajuda" ao adversário ou ao dono da casa.

O que se evidencia a partir do uniforme da França — essa bajulação explícita aos EUA, o desprezo pelo protocolo com o Brasil, o “olho branco” da FIFA — (e em algumas pequenas e continuadas falhas do “apito” é a versão atual das antigas "manobras". É o uso da imagem e do marketing para criar um ambiente onde um time já entra como o "favorito moral" da organização. Sem desconsiderar que a equipe francesa foi bem em jogo, com técnica e aplicação tática superiores, mesmo depois de uma expulsão de defensor seu.

O fato de o Brasil estar usando o logo da Jordan Brand, uma marca norte-americana, pode ser lido como uma tentativa da CBF de também "jogar o jogo" dos negócios para não ser engolida totalmente pelo lobby local, mas o detalhe das bandeirinhas mostra que, no campo da ética, o Brasil ainda mantém a postura de quem respeita o jogo.

No fim das contas, a lógica sugere que, se o Brasil quiser o Hexa em 2026, vai ter que jogar bem mais do que jogou no “inamistoso” com a França e pensar em que vai ter de vencer também VAR, marketing de negócios e contra a vontade dos EUA, que atacam países e mantém privilégios que os russos não têm e ainda são os donos da festa.

A Copa no país dos senhores da guerra.

Até o momento, a realização da Copa do Mundo de 2026 nos três países-sede (EUA, México e Canadá) está mantida, mas o torneio enfrenta sua maior crise diplomática e de segurança a poucos meses da abertura em 11 de junho.

No México, a fundadas suspeitas sobre a segurança, por mais respeitos que se deva a presidenta Claudia Sheinbaum. A morte em confronto de "El Mencho" chefe do Cartel de Jalisco escalou a guerra aberta do Estado contra os cartéis e destes entre si. Sendo a capital de Jalisco e cidade-sede, a viabilidade logística e de segurança de Guadalajara para torcedores estrangeiros é a maior dúvida da FIFA no momento.

Já, na guerra deflagrada por EUA/Israel contra o Irã, a FIFA está atenta apenas à presença do Irã em solo americano OU a exclusão da seleção Persa da Copa.

A participação da seleção masculina de futebol do Irã na Copa ainda se mantém incerta e instável. Após anunciar em 11 de março de 2026 um boicote ao torneio, devido a tensões políticas e à guerra com os Estados Unidos, o país recuou parcialmente e negocia com a FIFA jogar no México ou no Canadá. 

Caso a desistência ou exclusão seja confirmada, a FIFA tem o poder de decisão sobre a substituição, com países como Iraque ou Emirados Árabes Unidos sendo cogitados. 

O cenário continua em constante mudança com negociações diplomáticas e esportivas em andamento.

O Canadá está sendo avaliado como porto seguro e permanece como o anfitrião mais estável, mas enfrenta limitação de infraestrutura, poucos estádios padrão FIFA.

Na história das Copas FIFA de seleções após a Segunda guerra Mundial, esse é o período mais conturbado em relação a Seleções e Direitos Humanos. A Rússia segue banida devido à invasão da Ucrânia, consolidando o precedente de exclusão por conflito bélico.

Jogadores de elite como Haaland e Salah e técnicos como Guardiola mantêm pressão pública por ajuda humanitária em Gaza, o que pode gerar manifestações políticas nos estádios, algo que a FIFA geralmente tenta proibir.

Iraque, Catar, Arábia com bases norte-americanas bombardeadas pelo Irã estão classificados ou na repescagem. Até a logística de viagem dessas seleções para os EUA sob tensão diplomática é desafio sem precedentes.

A FIFA mantém o plano original monitorado "minuto a minuto", mas o torneio de 2026 desenha-se como o mais politizado e perigoso da história moderna.

 

As perspectivas atuais dividem-se em dois cenários críticos:

1. Crise no México, onde a morte do líder do Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG), Nemesio "El Mencho" Oseguera, em fevereiro de 2026, desencadeou uma onda de retaliações violentas em estados como Jalisco e Michoacán. A posição da FIFA expressa em declaração pelo presidente Gianni Infantino é de "total confiança" nas autoridades mexicanas e na presidente Claudia Sheinbaum para garantir a segurança, embora Guadalajara, capital de Jalisco e uma das sedes dos jogos, tenha vivido estado de tensão elevado com bloqueios de estradas, confrontos e ataques. Representantes da FIFA realizam visitas técnicas extras para reavaliar a segurança e mobilidade nas cidades mexicanas.

2. Conflito Geopolítico e Segurança Interna

A Federação de Futebol do Irã ter admitido que sua participação no Mundial se tornou "imprópria" e o país cogitar se retirar da competição, discussões sobre possíveis sanções e retaliações aos EUA, mesmo considerando recuos e pedidos de transferência de jogos para o Canadá para mitigar riscos, não remove a guerra retomada novamente em meio a negociações de paz em andamento. Há riscos inéditos ao evento.

Com as comemorações dos 250 anos da Declaração de Independência dos EUA coincidindo com a Copa, as 11 cidades-sede americanas estão em estado de alerta máximo contra possíveis ameaças terroristas ou protestos.

Inclusive o congelamento de verbas federais para segurança e um shutdown parcial do governo dos EUA gera preocupações extras sobre a capacidade de proteção dos estádios e aeroportos.

Embora não existam planos oficiais para o cancelamento do torneio, a FIFA monitora "minuto a minuto" o cenário geopolítico. A possibilidade de remanejamento de sedes específicas (tirar jogos de cidades mexicanas críticas ou reduzir o papel dos EUA em favor do Canadá) é o plano de contingência mais citado nos bastidores caso a violência não diminua até maio.

Até o momento, não existe uma posição pública oficial do governo do Canadá ou da Canada Soccer manifestando o desejo de sediar o torneio sozinha. A postura oficial do país, reiterada pelo Governo do Canadá, continua sendo a de um coanfitrião comprometido com o modelo trinacional junto a EUA e México.

Apesar da falta de um posicionamento formal para a exclusividade, o cenário de bastidores e a opinião pública apresentam nuances. Especialistas e análises técnicas indicam que o Canadá carece de infraestrutura para receber todos os 104 jogos de uma Copa com 48 seleções de forma isolada.

Atualmente, apenas Toronto (BMO Field) e Vancouver (BC Place) estão confirmadas como cidades-sede canadenses.

Sedes históricas como Edmonton e Montreal foram descartadas ou enfrentam desafios de modernização que exigiriam anos de obras, inviáveis a poucos meses do torneio.

Embora o governo se mantenha em silêncio sobre a exclusividade, tem crescido a pressão de patrocinadores, consulados e organizações internacionais para que a FIFA considere o Canadá como um "porto seguro":

A FIFA avalia transferir jogos específicos dos EUA para o Canadá devido às dificuldades de visto enfrentadas por delegações e torcedores.

Publicamente, a FIFA mantém "confiança total" nas sedes originais por enquanto e o foco canadense está em cumprir sua cota atual de 13 jogos. O país está investindo cerca de R$ 5 bilhões em infraestrutura e segurança especificamente para as cidades de Toronto e Vancouver.

Qualquer mudança drástica para tornar o Canadá sede única exigiria uma reestruturação logística que a FIFA classifica como "último recurso", dado o custo astronômico e o tempo escasso.

A FIFA tem os motivos comerciais já avaliados de não impor aos EUA a exclusão adotada contra a Rússia, já oficialmente fora da Copa do Mundo de 2026. O país sequer foi admitido nas Eliminatórias Europeias. O banimento inicial foi imposto pela FIFA e pela UEFA em fevereiro de 2022, logo após o início do conflito militar com a Ucrânia. A decisão foi mantida para o ciclo de 2026 como uma sanção direta à agressão russa. O que não ocorreu com os EUA e Israel nem em julho de 2024 nem na retomada da guerra contra o Irã em 2026.

Mesmo que diversos países africanos venham enfrentando conflitos civis ou instabilidade política, disputaram as eliminatórias para a Copa de 2026, com destaque para o Sudão. Em meio a uma devastadora guerra civil iniciada em 2023, a seleção do Sudão foi a grande surpresa do Grupo B. Forçada a jogar como mandante em solo neutro (principalmente na Líbia), a equipe liderou seu grupo durante boa parte da campanha, chegando a empatar com o favorito Senegal. Relatos indicam que, durante os jogos, as facções em conflito chegavam a interromper os combates para acompanhar a seleção.

O Sudão do Sul, vizinho do Sudão e também marcado por instabilidade, disputou todos os seus jogos no Grupo B. Assim como o vizinho, enfrentou desafios imensos de infraestrutura e segurança, terminando na última posição do grupo.

A Somália, que lida com décadas de insurgência e conflitos internos, participou do Grupo G. Devido à falta de segurança em Mogadíscio, mandou suas partidas em países vizinhos como o Marrocos e a Tunísia. A equipe foi eliminada sem conquistar vitórias.

A Etiópia, apesar do conflito na região de Amhara e tensões pós-guerra no Tigré, disputou o Grupo A. Por não ter estádios aprovados pela CAF, mandou seus jogos no Marrocos. Foi eliminada na fase de grupos.

A República Democrática do Congo (RDC), enfrentando conflitos no leste do país, teve uma campanha sólida, terminando em segundo no Grupo B e garantindo uma vaga na repescagem mundial.

O cenário atual de escalada militar no Oriente Médio atinge diretamente seleções que já estão classificadas ou que disputam as últimas vagas para a Copa de 2026.

O Irã, classificado desde 2025, realizou ataques de retaliação contra bases dos EUA em diversos países da região que também possuem seleções no ciclo do Mundial.

A Arábia Saudita, que já garantiu sua vaga no Mundial, possui duas bases dos EUA em seu território alvo de mísseis iranianos.

O Catar, sede da última Copa, com a seleção classificada para 2026, suspendeu jogos nacionais, devido aos bombardeios iranianos a base norte-americana em seu território.

Mesma situação da Jordânia, classificada de forma inédita, também sofreu ataques em áreas que hospedam ativos militares dos EUA.

O Iraque, uma das seleções que disputam repescagem, abriga duas bases dos EUA que também já foram bombardeadas (incluindo o aeroporto de Erbil). O Iraque tem sido citado como o principal candidato a herdar a vaga do Irã caso este seja excluído.

Os Emirados Árabes Unido, com bases norte-americanas alvejadas em Abu Dhabi e Dubai, têm a seleção ainda disputa de vaga na repescagem asiática para tentar chegar ao Mundial.

O Kuwait, país do Golfo Pérsico com cinco bases dos EUA seleção tem a seleção ativa nas eliminatórias asiáticas.

A eliminação da seleção masculina de Israel ocorreu por desempenho esportivo dentro de campo, e não por uma suspensão política ou banimento da FIFA (que, apesar de pressionada, manteve a equipe na competição).

Israel integrou o Grupo I das Eliminatórias da UEFA, junto com Noruega, Itália, Estônia e Moldávia.

A equipe foi matematicamente eliminada em outubro de 2025 após derrotas consecutivas para a Noruega (5-0, com hat-trick de Haaland) e para a Itália (3-0 em Udine).

Israel terminou em terceiro lugar no seu grupo, posição insuficiente para garantir vaga direta ou mesmo para avançar à repescagem europeia.

A logística de viagem dessas seleções para os EUA sob tensão diplomática é um desafio sem precedentes.

A FIFA mantém o plano original monitorado "minuto a minuto", mas a Copa do Mundo de Futebol de 2026 desenha-se como a mais politizada e perigosa da história moderna.

ALÉM DAS GUERRAS

A Associação Norueguesa de Futebol (NFF) anunciou que a renda arrecadada com a venda de ingressos para o jogo entre Noruega e Israel, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, seria destinada a fins humanitários em Gaza.

O jogo ocorreu em 11 de outubro de 2025, em Oslo. A Noruega venceu por 5 a 0, com Erling Haaland marcando um hat-trick (três gols).

Todo o lucro da bilheteria (estimado em centenas de milhares de dólares) foi doado à organização Médicos Sem Fronteiras para apoiar os esforços de socorro às vítimas da guerra na Faixa de Gaza.

Além de participar do jogo beneficente, o atacante do Manchester City já havia se manifestado em suas redes sociais com a frase: "Nenhuma criança inocente merece morrer", em referência às vítimas civis do conflito.

Vale notar que o jogador também demonstrou empatia por vítimas do outro lado do conflito, tendo realizado uma chamada de vídeo para um refém israelense libertado de Gaza, Omer Shem Tov, que é seu grande fã.

As ações de Haaland e o posicionamento de Pep Guardiola no Manchester City têm gerado grande repercussão na Inglaterra e no cenário internacional:

Erling Haaland e as Causas Humanitárias

Além do hat-trick na Noruega com renda revertida para Gaza, Haaland tem mantido um perfil de "diplomacia silenciosa":

Doações Diretas: O atacante realizou doações pessoais para a Save the Children focadas em zonas de conflito, sem alarde publicitário.

Equilíbrio: Sua postura é vista como humanitária, focada no bem-estar de crianças, o que o protegeu de críticas mais ácidas que atletas com viés puramente político costumam receber.

Pep Guardiola, o treinador do Manchester City, tem sido uma das vozes mais firmes na Primeira Liga Inglesa (a Premier League) sobre o conflito. Pep tem questionado abertamente a "inação" da comunidade internacional e das organizações de futebol. Em coletivas recentes, ele afirmou que "o silêncio do mundo sobre o que acontece em Gaza é ensurdecedor".

Houve rumores de tensão nos bastidores do City, já que o clube é de propriedade dos Emirados Árabes Unidos (país que mantém relações diplomáticas complexas com Israel e EUA). No entanto, a diretoria do City tem respeitado a liberdade de expressão de Guardiola devido ao seu status lendário no clube. Apesar das polêmicas, ele renovou seu contrato recentemente e o City entende que sua voz política é indissociável de sua liderança técnica.

Recentemente, Guardiola foi visto usando um broche ou símbolos que remetem à paz na região, reforçando que sua preocupação é com a "crise de humanidade" e não apenas com geopolítica.

Mohamed Salah (Egito/Liverpool) continua sendo o principal doador individual para o Crescente Vermelho Egípcio, que envia ajuda para Gaza.

Karim Benzema enfrentou problemas jurídicos na França por suas postagens, mas mantém apoio público a projetos de reconstrução em áreas afetadas.

Você gostaria de saber se houve alguma punição oficial da Premier League ou da UEFA contra esses manifestantes nos últimos jogos?

O caso mais recente e polêmico envolveu o British Museum (Museu Britânico), em Londres, e ocorreu no final de 2024, estendendo-se com desdobramentos até o início de 2025.

A polêmica não foi sobre uma exposição em si, mas sobre o patrocínio e a censura a um evento cultural. Um grupo de artistas e curadores planejava realizar um evento chamado "Voices of Resilience" (Vozes da Resiliência), focado na cultura e nos relatos de palestinos em Gaza.

O museu foi acusado de tentar silenciar ou modificar drasticamente o conteúdo do evento após pressões externas e devido à sua parceria comercial de longa data com a gigante de energia BP (British Petroleum). A BP assinou recentemente acordos de exploração de gás na costa de Israel, em áreas que os ativistas afirmam pertencer legalmente à jurisdição palestina. Isso criou um conflito de interesses direto entre o financiador do museu e o tema do evento.

Em resposta, o grupo de ativistas "Energy of Shell/BP Out" e artistas palestinos realizaram uma série de protestos dentro do museu. Mais de 100 artistas e trabalhadores da cultura assinaram uma carta aberta condenando o museu por "limpeza cultural" e por aceitar dinheiro de empresas que lucram com a exploração de recursos em zonas de conflito.

Além do British Museum, o Barbican Centre também enfrentou uma crise severa. Um curador renunciou após o centro cancelar uma palestra do ensaísta indiano Pankaj Mishra sobre o Holocausto e Gaza, sob a alegação de que o tema era "muito sensível". Isso gerou um boicote de vários artistas que retiraram suas obras das exposições do Barbican em sinal de protesto.

Essas ações colocaram os museus de Londres no centro de um debate sobre ética de patrocínio e liberdade de expressão artística em tempos de guerra.

1. Eixo México: Segurança sob Suspeita

A Crise: A morte de "El Mencho" (líder do CJNG) iniciou uma guerra aberta de cartéis.

O Ponto Focal: Guadalajara. Sendo a capital de Jalisco e cidade-sede, sua viabilidade logística e segurança para torcedores estrangeiros é a maior dúvida da FIFA no momento.

2. Eixo EUA: Geopolítica e Conflito Direto

A Crise: Guerra direta envolvendo EUA/Israel contra o Irã, com bombardeios a bases americanas no Oriente Médio.

O Ponto Focal: A presença (ou exclusão) da Seleção do Irã em solo americano. Há um risco real de desistência iraniana ou pressão internacional para que os jogos do Irã sejam transferidos para o Canadá por questões de segurança.

3. Eixo Canadá: O "Porto Seguro"

O Cenário: O país permanece como o anfitrião mais estável, mas enfrenta limitação de infraestrutura (poucos estádios padrão FIFA).

O Plano de Contingência: Monitorar se o Canadá absorverá jogos originalmente previstos para cidades mexicanas violentas ou sedes americanas sob ameaça terrorista.

4. Seleções e Direitos Humanos

Rússia: Segue banida devido à invasão da Ucrânia, consolidando o precedente de exclusão por conflito bélico.

Ativismo: Jogadores de elite (como Haaland e Salah) e técnicos (como Guardiola) mantêm pressão pública por ajuda humanitária em Gaza, o que pode gerar manifestações políticas nos estádios, algo que a FIFA geralmente tenta proibir.

5. Logística e Boicotes

Iraque e Países Árabes: Países com bases americanas bombardeadas (Iraque, Catar, Arábia) estão classificados ou na repescagem.


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