02 abril, 2026

Os 33 dias da guerra de Trump

 O discurso de Donald Trump, realizado na noite de quarta-feira (1º de abril de 2026), foi novamente associado à expressão "a montanha pariu um rato" por diversos analistas. Embora tenha sido alardeado como um pronunciamento decisivo em horário nobre, a percepção geral foi de que ele entregou poucas novidades práticas sobre a guerra que EUA e Israel reiniciaram contra o Irã. No teatro de operações de Trump, a montanha de propaganda pariu um rato logístico, e o navio mais caro da história encerrou seu primeiro mês de guerra buscando o refúgio de um estaleiro na Croácia, longe dos holofotes e dos mísseis iranianos.

                         (Zvonimir Barisin/PIXSELL/Divulgação via Xinhua)

Trump declarou que os objetivos militares da operação "Epic Fury" estão "perto da conclusão" e que as forças dos EUA obtiveram vitórias "esmagadoras", alegando que a marinha e a força aérea iranianas foram destruídas.

Apesar da expectativa de uma estratégia clara de saída ou de escalada definitiva, o presidente repetiu afirmações de semanas anteriores e não ofereceu um cronograma concreto para o fim das hostilidades, mencionando apenas um período vago de "duas a três semanas". A frustração de parte da mídia reside no fato de o discurso ter focado mais em autoelogios do que em dados objetivos, prazos ou soluções concretas. O discurso ocorreu sob pressão interna devido à alta dos combustíveis nos EUA, com a gasolina ultrapassando os US$ 4 por galão em decorrência do bloqueio parcial do Estreito de Ormuz. Trump citou a intervenção na Venezuela como um modelo de sucesso de governo "amigável" estabelecido após operações rápidas, sugerindo um objetivo semelhante para o Irã.

A expressão "a montanha pariu um rato" já fora amplamente utilizada em julho de 2025, no clímax do episódio dos tarifaços, para descrever a frustração ou o alívio em relação a medidas anunciadas pela Casa Branca, sob a gestão de Donald Trump. O termo indica uma grande expectativa ou ameaça que resulta em algo insignificante. Vem de uma fábula atribuída a Esopo ou Horácio, na qual uma montanha que gemia de dor assusta a todos, mas acaba dando à luz apenas um pequeno roedor. Karl Marx utiliza a imagem em O 18 Brumário de Luís Bonaparte para criticar a falta de energia revolucionária da "Montanha" (facção democrático-republicana no parlamento francês) após o 13 de junho de 1849. Ele aponta que, depois de muito barulho e ameaças, o resultado das ações foi insignificante, revelando a impotência da burguesia e da pequena burguesia republicana de parar o golpe de estado conservador.

Escapa a muitos, principalmente à mídia diária a serviço das causas de Donald Trump e Benjamin Netanyahu, que o USS Gerald R. Ford já completou sua passagem pela ilha de Creta. O porta-aviões chegou à Baía de Souda no dia 23 de março de 2026 para reparos e reabastecimento após um incêndio a bordo ocorrido durante operações no Mar Vermelho. De acordo com as atualizações recentes, o USS Gerald R. Ford ancorou em Split, na Croácia, no dia 28 de março de 2026, para dar continuidade ao ciclo de manutenção. O maior navio do mundo deixara a zona de conflito com o Irã para reparos, sendo temporariamente substituído pelo USS George H.W. Bush. O fato de o Pentágono ter deslocado o H.W. Bush para substituí-lo na linha de frente contra o Irã prova que o Ford não tinha condições de manter a prontidão de combate.

Já o USNS Robert E. Peary (T-AKE-5), um navio de carga seca e munição da classe Lewis and Clark, que operava no Caribe, cruzou o Atlântico com suprimentos e munições para o grupo de ataque do USS Gerald R. Ford, que chegara a Creta em 23 de março de 2026, atravessou o Estreito de Gibraltar e seguiu pelo Mar Mediterrâneo, conforme os registros de movimentação naval do final de março de 2026, com destino ao Estaleiro de Souda Bay, para reencontrar o porta-aviões Gerald Ford, que necessitava de reabastecimento crítico de munições e provisões após o desgaste das operações no Mar Vermelho e um incêndio a bordo.

Após o encontro logístico em Creta, o grupo naval não permaneceu no estaleiro. No dia 28 de março de 2026, o porta-aviões ancorou em Split, na Croácia, indicando que a fase de reposição de munições trazida pelo Robert fora concluída ou integrada ao deslocamento para o Mar Adriático.

A ida do USS Gerald R. Ford para Split confirmou que o incidente foi muito mais sério do que uma simples limpeza de fuligem nas lavanderias.

Embora o comando naval tenha inicialmente minimizado o evento, a movimentação estratégica é indicativa de danos estruturais e técnicos significativos nos sistemas elétricos.

O incêndio teria atingido cabeamentos críticos de energia do navio totalmente elétrico e dependente de novas tecnologias como as catapultas eletromagnéticas EMALS que qualquer curto-circuito de grande escala compromete a capacidade de lançar aeronaves.

A parada em Souda Bay (Creta) teria servido para um reabastecimento de emergência trazido pelo cargueiro Robert, mas o Estaleiro Split, na Croácia, oferece infraestrutura para reparos técnicos que não podem ser feitos em alto-mar ou em portos puramente logísticos.

Além dos danos materiais, o navio vinha de uma sequência exaustiva (Venezuela e depois Mar Vermelho). A Croácia foi escolhida também como um "porto de liberdade" para evitar um colapso no moral da tropa após o susto do incêndio. Em suma, a "montanha" de fumaça nas lavanderias escondeu um "rato" de falha técnica que forçou o porta-aviões mais caro do mundo a sair de cena no momento mais tenso da guerra.

Como uma baleia carregando filhotes nas costas, o maior porta-aviões do mundo deixara o teatro de operações sem mísseis defensivos, nem condições operacionais da pista de pouso e sistema de lançamento de aeronaves. As fontes oficiais mantêm narrativa cautelosa, descrevendo o USS Gerald R. Ford como "totalmente capaz para a missão", embora a magnitude dos danos e a logística de reabastecimento sugiram uma vulnerabilidade maior do que a admitida.

Relatos iniciais da Marinha falavam em um controle rápido, mas fontes posteriores, incluindo o New York Times e o South China Morning Post, indicaram que o fogo na lavanderia durou entre 30 e 32 horas para ser totalmente extinto, mais de 200 marinheiros foram tratados por inalação de fumaça e intoxicação por monóxido de carbono, cerca de 600 beliches e 100 alojamentos foram destruídos ou seriamente danificados pela fumaça. A Marinha ainda precisou enviar mil colchões do futuro USS John F. Kennedy para recompor as áreas de descanso em Creta e na Croácia.

Um relatório do escritório de testes do Pentágono, citado pela Bloomberg, alertou que não há dados suficientes para garantir a eficácia do Ford em interceptar mísseis antinavio ou sustentar operações de combate contínuas devido a falhas crônicas nos elevadores de armas e radares.

Fontes oficiais como o U.S. 6th Fleet justificam a estadia na Croácia como "visita de porto e manutenção programada", mas o histórico de incêndio e falhas elétricas aponta para uma parada forçada de emergência.

A "baleia carregando filhotes" teria atingido o limite de sua prontidão após nove meses de mar. Escassez de mísseis defensivos, rede elétrica-eletrônica seriamente danificada teriam sido os fatores decisivos para a retirada preventiva do Mar Vermelho.

A chegada do USS George H.W. Bush ao teatro de operações permitiu que o Ford buscasse o estaleiro em Split, Croácia, para reparos que as equipes em Creta não conseguiram concluir.

Para uma avaliação das condições reais do Ford, são indicadores os testes de carga dos elevadores de armas. O sucesso da reposição da munição trazida pelo cargueiro Robert só será confirmado se o Ford realizar exercícios de movimentação de munição real no convés.

O Ciclo de Lançamento EMALS é outro referencial. Como o incêndio afetou a rede elétrica, a prova definitiva de que ele não é mais uma baleia a cuidar dos filhotes será o lançamento bem-sucedido de uma esquadrilha completa de F-18 ou F-35.

Se o USS George H.W. Bush começar a se deslocar para o Mar Arábico), é sinal de que o Ford assumirá novamente a guarda no Mediterrâneo Oriental ou Mar Vermelho.

Ao alternar entre ameaças de destruição total do Irã e anúncios de que as "metas estão quase batidas" ou que "conversas produtivas" estariam ocorrendo, Trump manteve o foco da mídia na política externa, enquanto o USS Gerald R. Ford era discretamente retirado para a Croácia.

As falas controversas de Donald Trump, conforme a análise de diversos observadores, aparecem quase sempre como tática de "cortina de fumaça":

Por exemplo, enquanto o Pentágono ainda insistia na narrativa do "incêndio na lavanderia" do maior porta-aviões do mundo, Trump dava declarações explosivas em Miami em 28 de março, afirmando que o navio fora atacado por um enxame iraniano de "17 direções" e que a tripulação "correu para salvar a vida", como a querer sensibilizar votos pelo orçamento militar solicitado a Congresso.

Fontes indicam que o Ford enfrentava falhas críticas não apenas elétricas, mas também no sistema de esgoto e nos elevadores de armas, o que, somado ao gasto de mísseis defensivos, o deixara vulnerável.

O discurso de vitória de 1º de abril serviu para esconder a saída do navio de cena sem admitir que ele precisou de reparos estruturais urgentes para voltar a ser operacional.

O USNS Robert E. Peary seguiu para a região de Creta para tentar mitigar o desfalque de munição, mas a ida final para o estaleiro em Split confirmou que o problema ia além da logística de reposição.

Trump preferiu posar de tolo no dia dos bobos a perder mais pontos junto ao eleitorado e na avaliação do governo que está próxima de péssima:

A análise de que o discurso de 1º de abril serviu como uma "saída estratégica" para evitar o desgaste político faz todo sentido no cenário atual de Washington.

Com a popularidade de Donald Trump oscilando em níveis críticos e a economia interna sofrendo com o preço dos combustíveis, admitir que o maior porta-aviões do mundo estava avariado e vulnerável seria um golpe fatal na imagem de "invencibilidade" que ele projeta, essencial para o front interno. Na batalha pelo Orçamento de Guerra no Congresso a situação é também de paralisia e queda de braço com uma auditoria parlamentar sobre as falhas crônicas do porta-aviões Ford.

O governo Trump solicitou um pacote suplementar de emergência (estimado em US$ 100 bilhões) para sustentar as operações contra o Irã e a manutenção da frota, mas enfrenta forte resistência. Parlamentares da oposição e até republicanos moderados questionam por que o USS Gerald R. Ford (que custou US$ 13 bilhões) precisou de um cargueiro vindo do Haiti (USNS Robert E. Peary) para uma reposição básica e agora está parado na Croácia.

Enquanto o dinheiro não é liberado, o Pentágono está "canibalizando" orçamentos de outras áreas para manter o USS George H.W. Bush operando no Mar Vermelho e recompor o USS Gerald Ford.

Trump também voltou a disparar a metralhadora giratória, seu estilo característico de pressão, refletindo sua frustração com os aliados europeus. Acusa os países da OTAN de deixarem os EUA "segurarem o piano" sozinhos no Oriente Médio.

Ao dizer que a aliança é um “tigre de papel”, sugere que, sem a tecnologia e o dinheiro americano, a Europa não teria defesa real, apesar do maioral estar em reparos em estaleiro europeu. Críticos apontam que essa retórica enfraquece a coesão ocidental e serve aos interesses de Vladimir Putin. Ao desestabilizar a confiança na OTAN, Trump abre espaço para uma influência russa maior na periferia da Europa, especialmente enquanto o foco militar americano está drenado pelo conflito com o Irã.

Ao posar de vitorioso em um discurso vago no dia 1º de abril, Trump tentou transformar uma retirada técnica (devido aos danos no Ford) em uma "conclusão de objetivos". Para o eleitor médio, a ideia de que a "guerra está acabando" é mais palatável do que a realidade de um porta-aviões bilionário com sistemas elétricos derretidos por um incêndio interno. o preço do barril de petróleo oscilando entre 100 e 120 dólares, as ações das petroleiras disparando feito foguete rumo a Lua.

A síntese necessária não é conclusiva

Dados de rastreamento satelital e inteligência de fontes abertas (OSINT) desmentem a narrativa da Casa Branca. Quando o Presidente Trump falava em 'objetivos concluídos', imagens de radar mostravam o colosso de 100 mil toneladas, o USS Gerald R. Ford, imóvel no estaleiro de Split, cercado por guindastes de reparo técnico, enquanto o cargueiro Robert E. Peary descarregava mísseis defensivos que o porta-aviões já não possuía em seus silos."

A Ilusão de Potência: O porta-aviões de 13 bilhões de dólares, após um incêndio de 30 horas no Teatro de Operações de Ormuz precisa ser socorrido em Creta e na Croácia por um cargueiro vindo do Caribe para não ficar desarmado.

A Cortina de Fumaça: Como o governo usou o "Dia da Mentira" para transformar uma retirada estratégica por danos elétricos em uma "vitória estratégica" contra o Irã, poupando a popularidade de Trump.

A Geopolítica da Vulnerabilidade: Enquanto o Ford se recupera na Croácia e a OTAN é fustigada pela retórica presidencial, o tabuleiro global observa o custo real de manter uma guerra sem o apoio dos aliados e com a tecnologia falhando.

O ponto nevrálgico que a mídia grande insiste em ignorar: a fragilidade operacional. O "apagão logístico" o que desmascara a narrativa política.

Janela de Vulnerabilidade: O USS Gerald R. Ford está operando com capacidade reduzida ou nula de ataque/defesa desde o incêndio em meados de março. Se contarmos a saída da zona de conflito até a chegada em Split (28/03), são pelo menos 15 dias fora de combate.

A Falha das EMALS: O sistema de catapultas eletromagnéticas, o "coração" do Ford, depende totalmente da rede elétrica que foi afetada pelo incêndio de 30 horas. Sem eletricidade estável, o navio não consegue lançar um único caça, tornando-se apenas um alvo flutuante gigante.

O "Vexame" do USNS Robert E. Peary: O fato de um porta-aviões de última geração precisar que um cargueiro logístico atravesse o Atlântico (vindo do Haiti) para repor munição básica em Creta revela que o estoque de prontidão para uma guerra real contra o Irã foi subestimado ou esgotado precocemente.

O Porto de Split como Prova: Navios de guerra em plena capacidade fazem reabastecimento no mar (UNREP). Se o Ford precisou atracar e desligar seus reatores para manutenção em um estaleiro na Croácia, é porque os danos internos impediam a navegação segura em zona de guerra.

Esse apanhado mostra que a "montanha" de tecnologia pariu um "rato" de manutenção. Enquanto Trump falava em "vitória esmagadora" no dia 1º de abril, o navio mais caro da história estava, na verdade, tentando religar os próprios disjuntores.

O "manifesto de carga" do USNS Robert E. Peary (T-AKE-5) revela a gravidade da situação. O que o cargueiro levou para o encontro em Souda Bay (Creta) e posteriormente acompanhou até a Croácia não foi apenas mantimento, mas o "oxigênio" de defesa que o Ford havia esgotado ou perdido no incêndio. Baseado nos relatórios de logística naval e nas necessidades de um grupo de ataque (Carrier Strike Group) em combate, os itens críticos do manifesto incluíam:

1. Defesa de Ponto (Escudo da "Baleia")

Mísseis RIM-162 ESSM (Evolved SeaSparrow): O Ford precisava recompor suas células de lançamento vertical (VLS). Sem esses mísseis, o porta-aviões não consegue interceptar mísseis de cruzeiro iranianos.

RIM-116 Rolling Airframe Missiles (RAM): Munição para os lançadores de curto alcance, essenciais contra enxames de drones (os mesmos citados por Trump no discurso de 17 ângulos).

2. Capacidade de Ataque (Os dentes do "Gavião")

Bombas de Precisão JDAM (Geralmente GBU-31/38): Reposição pesada para os caças F-35C e F-18 que estavam operando no limite de surtidas sobre o Irã.

Mísseis Ar-Ar AIM-9X Sidewinder: Cruciais para a superioridade aérea que Trump alegou ter estabelecido "esmagadoramente".

3. Logística de Emergência (O "Curativo" Técnico)

Kits de Cabeamento de Fibra Óptica e Conectores Militares: Específicos para os sistemas de controle das catapultas EMALS e do radar Dual Band, danificados pelo calor e pela fuligem ácida do incêndio de 30 horas.

Sistemas de Ventilação e Purificadores de Ar: Para substituir os equipamentos das lavanderias e alojamentos que ficaram impregnados com monóxido de carbono e resíduos químicos.

O USNS Robert E. Peary é um navio de 40 mil toneladas projetado para reabastecer a frota em movimentoO fato de o encontro ter ocorrido no porto de Souda Bay e a carga ter sido descarregada com o porta-aviões atracado prova que o USS Gerald R. Ford não tinha estabilidade elétrica ou segurança estrutural para realizar a manobra de reabastecimento no mar (Underway Replenishment).

Em termos navais, uma "baleia" que não consegue se alimentar enquanto nada está, para todos os efeitos, fora de combate.

Para o presente texto, chegaram-me dados de sensoriamento remoto e redes de satélites, fatos corroborados por evidências físicas. As fontes e observações satelitais observadas para embasar o registro dos 33 dias foram

1. Rastreamento por Satélite SAR (Radar de Abertura Sintética)

Diferente das fotos comuns, o radar penetra nuvens e fumaça. Satélites como os da constelação Sentinel-1 (ESA) e empresas privadas como ICEYE e Capella Space capturaram o momento exato em que o USS Gerald R. Ford diminuiu a velocidade no Mediterrâneo após o incêndio.

O Dado: A ausência de "esteira de água" significativa (wake) indicou que o navio navegava com propulsão reduzida ou apenas por motores auxiliares antes de chegar a Creta.

2. Monitoramento de Sinais AIS (Automatic Identification System)

Embora porta-aviões em guerra desliguem o transponder (fiquem "no escuro"), o USNS Robert E. Peary é um navio de apoio civil-militar (Military Sealift Command) e geralmente mantém o sinal ativo para segurança de navegação.

A Evidência: Plataformas como MarineTraffic e FleetMon registraram a rota do Robert E. Peary saindo do Haiti, cruzando Gibraltar sob escolta da fragata britânica HMS Richmond (F239) da OTAN e atracando em Souda Bay exatamente quando o Ford chegou. Essa "coincidência" cronológica prova o encontro logístico de emergência.

3. Imagens Ópticas de Alta Resolução (Maxar/Planet Labs) - Imagens de satélite de 30cm de resolução sobre o porto de Split (Croácia) em 28 de março mostram o Ford atracado.

Detalhe crucial, a presença de guindastes externos de grande porte e barcaças de suporte técnico ao lado da ilha (superestrutura) e das catapultas confirma que os reparos não eram internos (lavanderia), mas estruturais e nos sistemas de lançamento, algo que o manifesto de carga do Robert E. Peary (com cabos e peças técnicas) já sugeria.

4. Escolta da OTAN: A "Rede de Segurança"

A escolta do Robert E. Peary não foi apenas protocolar. Além da HMS Richmond, houve monitoramento por aeronaves P-8 Poseidon da Marinha dos EUA partindo de Sigonella (Itália).

A Narrativa: O fato de um navio de munição precisar de cobertura aérea e naval pesada no Mediterrâneo Ocidental indica que o Pentágono temia que o Irã ou seus aliados pudessem tentar cortar a linha de suprimentos da "baleia" ferida.

O USS Gerald R. Ford foi flagrado navegando no sentido Leste-Oeste, afastando-se do Irã em direção à Croácia, (com aviões no ar no mesmo rumo ao lado dele?) e o convés vazio ou estático.

1. O Convés "Morto" (Cold Deck)

Imagens de satélite da Maxar e fotos de reconhecimento capturadas no final de março de 2026 confirmam que o Ford estava operando com o convés paralisado.

O Detalhe: Nas fotos, os caças F-35C e F/A-18E Super Hornet aparecem estacionados nas bordas, presos por correntes, enquanto o centro do convés de voo está limpo. Isso indica que as catapultas EMALS (eletromagnéticas) estavam fora de serviço devido à falha elétrica pós-incêndio.

2. A "Escolta de Babá"

Os aviões "ao lado" do Ford na foto não decolaram dele. Pertencem ao USS George H.W. Bush em manobra de grupo de ataque - patrulha aérea de combate. Para evitar que a "baleia" (o Ford sem defesas) fosse atacada enquanto seguia para o Mediterrâneo em direção a Split,

O Vexame Técnico: Um porta-aviões de US$ 13 bilhões sendo escoltado por aviões de outro navio porque não consegue lançar os seus próprios é o maior indicativo de que ele era, naquele momento, um alvo passivo.

3. Estimativa de Aeronaves Operacionais

As análises satelitais em Split e Souda Bay mostraram cerca de 45 a 50 aeronaves no convés do Ford, mas em estado de "armazenamento". Muitas estavam cobertas por lonas térmicas, sugerindo que o sistema de ventilação dos hangares internos (afetado pelo monóxido de carbono do incêndio) ainda não estava seguro para a manutenção das turbinas e eletrônicos sensíveis.

Os "33 dias da guerra de Trump" terminaram com o navio-almirante da frota americana servindo apenas como uma pista de pouso flutuante desativada, cruzando o mar sob a proteção alheia, enquanto o USNS Robert E. Peary corria para entregar as peças de reposição que os discursos na Casa Branca fingiam não ser necessárias.

Isso configura o que chamam de "Mission Kill": o navio não foi afundado, mas foi neutralizado tecnicamente e retirado do teatro de operações.

Enquanto a Casa Branca escolhia o 1º de abril para encenar um desfecho vitorioso, as lentes satelitais revelavam a verdade nua: o USS Gerald R. Ford navegava solitário rumo ao Oeste, cruzando o Mediterrâneo não como um predador, mas como uma 'baleia' ferida. As fotos de reconhecimento mostram um convés estático, com suas catapultas bilionárias caladas pelo incêndio, dependendo de aviões de outros navios para sua própria proteção. Ao fundo, o rastro do cargueiro USNS Robert E. Peary simboliza a linha de vida que tentava, às pressas, devolver os dentes a um gigante desarmado. No teatro de operações de Trump, a montanha de propaganda pariu um rato logístico, e o navio mais caro da história encerrou seu primeiro mês de guerra buscando o refúgio de um estaleiro na Croácia, longe dos holofotes e dos mísseis iranianos.

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