A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar uma campanha coordenada de desinformação envolvendo o Banco Master contra p Banco Central.
Há suspeita de que "influenciadores digitais" tenham sido contratados para defender a instituição e atacar o Banco Central (BC), após a liquidação do banco de Daniel Vorcaro em 2025.
Relatos iniciais indicam propostas que chegavam a R$ 2 milhões para influenciadores publicarem conteúdos favoráveis ao dono do Banco Master. Pelo menos 46 perfis estariam envolvidos na propagação desses ataques.
A campanha visava disseminar a ideia de que o BC agira de forma "apressada" ou "precipitada" ao decretar a liquidação do banco, tentando inverter os fatos para sugerir uma perseguição institucional.
Propagandistas alinhados à direita como Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite confirmaram ter recebido ofertas de agências de marketing para criticar o BC, mas denunciaram a abordagem.
O Banco Master é alvo de investigações por suspeitas de fraudes financeiras que somam cerca de R$ 12 bilhões.
A PF monitora perfis que somam mais de 36 milhões de seguidores para identificar o uso de verba ilícita no financiamento dessa rede. O Tribunal de Contas da União (TCU) também acompanha o caso e solicitou documentação relacionada à operação.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também identificou as postagens coordenadas, reforçando a tese de uma "milícia digital" atuando em favor da instituição financeira contra o órgão regulador.
As investigações em curso apontam o administrador e sócio do Grupo Leo Dias, Thiago Miranda,identificado como um dos articuladores que procuraram influenciadores para a campanha. Outro sócio mencionado é o empresário Flávio Carneiro.
Ambos são apontados no mercado como empresários próximos a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Influenciadores relataram propostas de "gerenciamento de reputação para um grande executivo" e apresentaram comprovantes de depósitos bancários que teriam sido feitos de forma antecipada pela agência.
As investigações em curso em janeiro de 2026 apontam que a GMC Comunicação e Publicidade, uma agência de Campo Grande (MS) estariaq envolvida no caso.
De acordo com as denúncias a GMC também aparece como tendo sondado influenciadores para atuar na defesa da instituição nas redes sociais. O objetivo da rede seria respaldar a narrativa de que a liquidação do Banco Master pelo Banco Central (BC) foi uma medida "precipitada", tentando desviar o foco das investigações sobre fraudes bilionárias na instituição.
As investigações até aqui detalham até o papel central dos empresários Thiago Miranda e Flávio Carneiro na gestão da crise e na contratação de influenciadores para formação de rede de desinformação do Banco Master.
Identificado como o principal articulador da campanha para atacar o Banco Central (BC), Thiago Miranda teria utilizado a Agência MiThi para sondar influenciadores, oferecendo contratos de até R$ 2 milhões por pacotes de postagens. Após a publicação das denúncias em investigação, Leo Dias declarou que Miranda, também conhecido no mercado como gestor de carreiras e marcas "premium" e embaixador de fundações em Brasília, se desligou do comando do grupo em junho de 2025.
Já, Flávio Carneiro, aparece como o sócio que detém a maior fatia do capital social do Grupo Leo Dias. Carneiro é descrito como empresário muito próximo ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Embora Thiago Miranda apareça como a face operacional das contratações, a Polícia Federal ainda investiga se o financiamento da rede de desinformação passou pelas estruturas societárias controladas por Carneiro.
A agência MiThi: Sediada em Campo Grande (MS), gerida por Miranda, é o foco das quebras de sigilo bancário. Registros mostram que pagamentos a influenciadores foram efetuados antes mesmo da publicação dos conteúdos para construção da narrativa proposta pela dupla aos influenciadores para "limpar a imagem" de Vorcaro, retratando-o como vítima de uma decisão arbitrária do BC.
Até o momento, a defesa de Thiago Miranda não se pronunciou oficialmente sobre as provas documentais apresentadas pelos influenciadores que denunciaram o esquema.
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