14 janeiro, 2026

TRUMP USA E ABUSA DO MUNDO PARA NÃO PERDER AS ELEIÇÕES DE NOVEMBRO COM MEDO DO IMPEACHMENT

Em 14 de janeiro de 2026, analistas políticos e o próprio Donald Trump confirmam que a agressividade das atuais medidas — como a repressão massiva à imigração e o cerceamento de instituições — é uma estratégia central para garantir a vitória republicana nas eleições parlamentares de novembro de 2026, as "midterms", as eleições gerais realizadas nos Estados Unidos exatamente na metade do mandato de quatro anos de um presidente. No cenário atual de 14 de janeiro de 2026, as midterms estão marcadas para o dia 3 de novembro de 2026. Elas funcionam como um referendo real sobre a popularidade do governo e definem a governabilidade do presidente pelos dois anos seguintes.

Charge :Fred Ozanan

O que estará em disputa nas midterms de 2026
Câmara dos Representantes: Todas as 435 cadeiras (os deputados têm mandatos de apenas dois anos).Senado: Cerca de um terço da casa, com 33 a 35 das 100 cadeiras em disputa (senadores têm mandatos de seis anos). Governos Estaduais: Eleições para governadores em 36 dos 50 estados, além de cargos locais e legislaturas estaduais.
Por que são cruciais para Donald Trump em 2026?
Atualmente, os republicanos detêm a maioria na Câmara e no Senado. Se perderem esse controle em novembro, Trump enfrentará uma oposição capaz de bloquear seu orçamento, barrar nomeações judiciais e iniciar investigações rigorosas sobre sua administração.
Trump declarou em janeiro de 2026 que uma derrota republicana nessas eleições resultaria inevitavelmente em seu impeachment, o que explica a radicalização de suas políticas para mobilizar a base eleitoral.
O governo tem aproveitado inclusive o processo de redesenho dos distritos eleitorais (gerrymandering) para tentar garantir vantagens estruturais aos republicanos antes do pleito de novembro.
Embora a legislação vigente o impeça de concorrer novamente, o resultado de 2026 ditará quem terá força dentro dos partidos para a eleição presidencial de 2028 ou se há ambiente e fiorça política para mudar a legislação possibilitando um terceiro mandato.

Uma guerra de grandes proporções seria providencial para os desejos de Trump
O ponto central da tensão política nos EUA é a possibilidade de uma ruptura com a 22ª Emenda da Constituição dos EUA, que limita o presidente a dois mandatos.
No cenário atual, a estratégia de Donald Trump e de seus aliados mais próximos parece considerar dois caminhos principais que dependem diretamente do resultado das midterms de novembro:
1. A "Guerra como Providência"
Historicamente, crises militares de grande escala tendem a paralisar a oposição doméstica sob o pretexto da "unidade nacional".
No contexto de 2026, envolvendo o Irã e uma possível escalada global, a retórica agressiva de Trump contrao regime dos aiatolás no Irã, incentivando insurreições e ameaçando intervenção militar direta, é vista como a fabricação de um "estado de emergência permanente". E uma guerra de grandes proporções permitiria ao governo invocar leis de exceção, restringir ainda mais as liberdades civis e, em um cenário extremo, tentar adiar ou influenciar processos eleitorais sob o argumento de segurança nacional.
A Mudança Constitucional viabilizaria a possibilidade por Trump de um terceiro mandato, embora mudar a Constituição americana seja um processo extremamente difícil (exigindo dois terços do Congresso e três quartos dos estados), o controle total das instituições em 2026 poderia criar o "ambiente de força" necessário:
Com uma Suprema Corte amplamente conservadora, o governo poderia buscar interpretações jurídicas que questionem a validade da 22ª Emenda ou que permitam mandatos estendidos em situações de crise.
Na hipótese dos Republicanos conquistarem vitória esmagadora em novembro de 2026, Trump interpretaria o resultado como um "mandato popular" para ignorar as limitações vigentes, desafiando a ordem constitucional de forma direta, como já mostrou ser capaz em relação a ordem jurídica internacional, nos bombardeios do Irã, da Síria, da Venezuela e no episódio grotesco do sequestro de Maduro, similar ao assassinato de membros da família Kadafi, em 30 de abril de 2011.
Caso a mudança na lei não se concretize, o resultado de 2026 definirá os herdeiros do "Trumpismo": JD Vance, como vice-presidente, seria um "sucessor natural" e para isso tem adotado uma postura de "lealdade absoluta a Trump", sendo a face da radicalização institucional interna.
Marco Rubio representa a ala que foca na projeção externa de poder e na consolidação da influência sobre a América Latina e o Oriente Médio.
Pesquisas de janeiro de 2026 mostram uma leve vantagem para os Democratas no voto genérico, refletindo a reação popular às recentes mortes por assassinato em operações de imigração e ao cancelamento em massa de vistos.
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O governo Trump utiliza essa "tática limite" com objetivos políticos específicos e de sobrevivência de projeto.:
O próprio Donald Trump declarou publicamente em janeiro de 2026 que, se os republicanos perderem a maioria no Congresso em novembro, ele sofrerá um processo de impeachment. Portanto, a radicalização serve para mobilizar sua base mais fiel e garantir que o Legislativo continue sob seu controle para blindar o mandato.
A política antiimigração aparece como "Ponta de Lança" Eleitoral
A intensificação da repressão, incluindo o cancelamento de vistos, a revogação do status de proteção para somalis e a ameaça de retirar a cidadania de naturalizados, é vista como uma tentativa de manter o tema da "segurança nacional" no topo da agenda eleitoral.
Na ofensiva interna, Trump anunciou em 13 de janeiro que cortará o financiamento federal de estados e "cidades-santuário" que resistirem às suas políticas de deportação, uma medida que força um confronto direto com governadores democratas e radicaliza o debate para as urnas.

O governo lançou a campanha "Defend the Homeland", recrutando mais de 220.000 voluntários "para ajudar o ICE", criando uma estrutura de militância policialesca ativa para o ano eleitoral, à semelhança do que faziam as SAs do partido Nazista em 1933.
Para além do discurso, o governo atua em frentes técnicas para evitar uma derrota. É assim o redistritamento (Gerrymandering), por meio do que a Casa Branca tem pressionado líderes estaduais, como os do Texas, para redesenhar distritos eleitorais de forma a garantir cadeiras adicionais para os republicanos na Câmara.
O ataque às Universidades e Imprensa busca restringir a liberdade de cátedra e atacar meios de comunicação, pelo que o governo tenta enfraquecer os centros de pensamento e articulação da oposição antes que a campanha de novembro atinja seu auge.
O risco desta "Tática Limite", embora busque consolidar poder governamental, é que acaba gerando reação negativa significativa em setores antes apenas moderados.
Pesquisas recentes indicam que a aprovação de Trump em temas gerais de imigração, à exceção da repessão na fronteira como México, caiu para níveis próximos aos do ex-presidente Biden, refletindo um cansaço do eleitorado com o excesso de conflito.
A consulta da Reuters/Ipsos de julho de 2025 mostrou que apenas 41% dos americanos aprovavam a forma como Trump lida com a imigração, enquanto 51% desaprovavam, marcando o pior índice para ele na área desde o início de seu segundo mandato.

Foto Reprodução/X Hillary Clinton - Protestos em Minnesota contra a morte de Renee Nicole Good

]A violência nas operações de imigração, como a morte da ativista em Minneapolis, está servindo de catalisador para que democratas e progressistas organizem uma resistência nacional focada justamente nas eleições de novembro.
Dessa forma, o que se observa em janeiro de 2026 é uma aposta de "tudo ou nada": Trump radicaliza as instituições para nãoperder o pletio em novembro, enquanto a oposição tenta transformar essa mesma radicalização no argumento principal para retomar o Congresso.

Radicalizando o planeta à extrema direita populista
As ações e declarações de Donald Trump em 13 e 14 de janeiro, em relação aos protestos no Irã, são classificadas por analistas e governos internacionais como uma estratégia de incitação à insurreição e interferência externa no pais persa.
Ao convocar os manifestantes a "tomarem as instituições" iranianas, Trump adota a postura de incitação ao golpede estado e mudança de regime. Trump instigou abertamente a população perda a "ocupar instituições", discurso que busca desestabilizar o governo iraniano e incentivar uma troca de poder pela força.
Chegou afirmar que "a ajuda está a caminho" (que se não se trata do blefe das 72 horas dos bolsogolpistas) e ameaçou retaliações militares diretas caso o governo iraniano continue a usa violência letal contra os manifestantes. Ainda alertou: "É melhor não começarem a atirar, porque nós também começaremos a atirar".
No mesmo sentido da desestabilização do regime dos aiatolás via incentivo aos protestos civis em Teerã, Trump cancelou todos os diálogos e reuniões programadas com autoridades iranianas "até que a repressão cesse".
Além da retórica, o governo Trump anunciou imposição de tarifas de 25% contra qualquer país que faça negócios com o Irã, buscando sufocar financeiramente o regime persa, o que faz desde os anos 1960 com Cuba, desde 200o com a Venezuela, e incrementa em relação ao Irã, com o aprofundamento rumo ao colapso econômico local., iniciado pelos bombardeios por procuração pelos israelenses e diretamente pelos EUA dos recursos atômicos energéticos iranianos no ano passado.
Enquanto Trump descreve sua postura como defesa da "liberdade" e dos "patriotas iranianos", a Rússia, a China, o governo do Irã e órgãos internacionais, como a ONU, veem essas falas como uma violação da soberania nacional do povo persa, que poderia levar a região a um conflito armado de grandes proporções.
Chage J. Bosco

Governo Trump enfrenta desconforto crescente em casa
Ações populares massivas de insatisfação vêm crescendo em janeiro de 2026 em várias cidades de estados importantes, gerando um clima de alta tensão social e institucional nos Estados Unidos. Embora existam fatos confirmados que alimentam a insatisfação popular, não se trata ainda de "um ambiente para insurreição", mas um intenso debate acadêmico e, embora assim, também apenas entre analistas políticos que não empolgam o conjunto das instituições estadunidenses.
O quadro começou a se desequilibrar em janeiro, quando o governo Trump escala a crise de imigração ao anunciar a revogação de mais de 100 mil vistos apenas nas primeiras semanas do ano.
Além disso, a operação "Patriota 2.0" intensificou a repressão, resultando em episódios de violência, como o assassinato da ativista norte-americana Renee Nicole Good pela polícia de imigração (ICE) em Minneapolis, que desencadeia protestos em massa e generalizados no país.
Apesar do aumentpo da oposição, o governo continua implementando o "Compacto para Excelência Acadêmica", que restringe a liberdade de cátedra, proíbe programas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) e ameaça o financiamento de universidades que não se adequarem às diretrizes ideológicas federais. Simultanemanete, aumenta a pressão sobre a imprensa independente e de oposição.
Há também mais cancelamentos de vistos de estudantes e trbalhadores por participação em protestos e uma vigilância rigorosa à beira da ilegalidade de redes sociais para triagem de permanência e entrada no país, fatores que alimentam a revolta social.
A combinação de mortes de civis (incluindo nacionais) sob custódia ou em abordagens truculentas da ICE, o cerceamento da liberdade acadêmica e a deportação de cerca de 200 mil latino-americanos em 2025 criam uma base para mobilizações radicais e massivas.
Nos EUA, o sistema de segurança nacional e as leis contra insurreição são extremamente rigorosos (as condenações pelo seis de janeiro da posse de Biden demonstram isso, ainda que Trump tenha anistiado todos os seus seguidores condenados no retorno a Casa Branca). Embora grupos à esquerda convocassem a "ocupação de instituições", partidos tradicionais de centro como o Democrata tendem a focar na resistência via Judiciário e nas eleições legislativas de 2026.
A postura do governo, sob influência de Marco Rubio (Secretário de Estado) e JD Vance, tem multiplicado atritos internos e diplomáticos, mesmo com parceiros da UE e OTAN, pela imposição generalizada de ações ilegais e sanções, o que isola o governo Trump de aliados tradicionais que poderiam mediar conflitos internos.
Embora o cenário de janeiro de 2026 sinalize profunda ruptura social e violência estatal, a transformação disso em uma "insurreição nacional" dependeria da capacidade das instituições (Congresso e Tribunais) de conterem as ordens executivas de Trump ou do transbordamento das manifestações de rua para além do controle policial.
Até o momento, em 14 de janeiro de 2026, não há registros oficiais de uma convocação internacional além da impotente Organização das Nações Unidas. Sequer há um conjunto formal envolvendo frentes ideológicas oposicionistas ao governo Trump e de resistência coletiva ao pipocar des ações unilaterais.

Arte Mapa Mundi SBTNews

É essencial contextualizar a situação atual e a oportunidade de tal ação nacional e ou internacional
Donald Trump tomou posse para seu segundo mandato em janeiro de 2025, tendo JD Vance como vice-presidente e Marco Rubio em seu gabinete (como Secretário de Estado). O governo está em seu primeiro ano, operando sob o sistema de freios e contrapesos da democracia americana.
Embora existam protestos e forte oposição de grupos de direitos civis, climáticos e alas progressistas, uma convocação global para a "ocupação de instituições" seria interpretada juridicamente nos EUA como incitação à insurreição, o que limita o apoio de partidos políticos institucionais (como Democratas e Sociais-Democratas) a esse tipo de retórica.
Historicamente, é raro que grupos com métodos tão distintos à direita, ao centro e à esquerda assinem um manifesto único ou que a ONU conquiste unidade e eficácia contra o que deseje ou façam os EUA.. Há os que prezam a ordem institucional, e raros buscam a sua dissolução.
A viabilidade de uma convocação de uma ação do tipo sugerido aos iranianos por Trump - "tomem as instituições, derrubem o governo" - depende da percepção de ruptura democrática. Movimentos sociais estadunidenses ou internacionais costumam usar o International Service for Human Rights ou a Anistia Internacional para canalizar denúncias sobre autoritarismo, de forma administrtiva e diplomática, como se observa mesmo dramático cenário do Oriente Médio, ante a escalada do genocídio palestino promovido por israel em Gaza.
No cenário atual de 2026, a oposição interna tem focado em resistência legal e mobilizações de massas focadas em pautas específicas, como clima e direitos humanos em geral e reprodutivos. em particular.
O que estamos presenciando neste início de 2026 é uma aposta do trumpismo no caos controlado. As restrições acadêmicas não são apenas políticas de governo, mas ferramentas de uma campanha de sobrevivência política.
Se Trump conseguir manter o Congresso em novembro, a barreira entre a democracia constitucional e um regime ditatorial, de mandato por tempo indeterminado, se tornaria perigosamente tênue.
O capítulo do abandono da ONU é também uma outra grande hiostória que nada honra o que possa restar de positivo para celebração nacional estadunidense.
A geopolítica do mundo após Trump assinar ordem de retirada dos Estados Unidos de mais 31 agências ligadas à Organização das Nações Unidas é possivelmente o maior movimento de abandono do humanismo e retroocesso estadunidense desde a detonação das duas bombas nucleares sobre o Japão e a derrota no Vietnã no século passado.
Democratas, democratas-cristãos, sociais-democratas, trabalhistas, socialistas, comunistas e anarquistas, humanistas, ecoativistas locais e de todo o mundo deveriam pensar na unidade, na convocação dos estadunidenses a que mantenham e ampliem suas mobilizações
contra a iminência de uma ditadura fascista do triunvirato Trump-Vance-Rubio,
uma necessária ação contra a aceleração da barbárie e em defesa da humanidade, da biodiversidade e do planeta.
(E não se falou da egolatra "Doutrina Donroe", do movimento Make Mafia Great Again, nem na promoção da pedofilia de Epstein, do Nobel da Paz, ou da copa do Mundo de Futebol.)






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