19 janeiro, 2026

ROLETA GEOPOLÍTCA PRENUNCIA O INÍCIO DO FIM DO IMPÉRIO DOS EUA

 

A insistência dos EUA na anexação ou compra da Groenlândia, baseia-se em um conjunto de fatores estratégicos, econômicos e alegados interesses na segurança nacional e resulta na criação de tensões diplomáticas em várias frentes, o que  parece seguir a estratégia de "dominação da agenda". Líderes europeus alertam que a agressividade de Trump em "tomar" o território de um aliado (Dinamarca) pode levar ao fim da aliança da OTAN. Donald Trump promove e utiliza crises externas para ganhar capital político interno, de olho na conquista de maioria nas eleições parlamentares de 3 de novembro. O clima no ambienete interno marcha para a insurreição, acumulando inédita mobilização multirracial, com "cidadãos" e "imigrantes" unindo-se para obstruir ações da "polícia política" de Trump. Ontem, o Pentágono manteve 1.500 soldados em alerta após o presidente sugerir publicamente a imposição de Lei de Insurreição para conter as revoltas populares.


Atualmente, o os EUA se compõem por 50 estados, um distrito federal e territórios como Porto Rico, Samoa Americana e Guam. A expansão foi secularmente baseada em influência econômica, política e militar global. O processo de criação e expansão dos Estados Unidos da América (EUA) iniciou-se com a união das Treze Colônias britânicas na costa leste do continente, culminando com a Declaração de Independência emk 4 de julho de 1776. Após a guerra contra a Grã-Bretanha, pela Independência e Fundação (1776–1783), o Tratado de Paris (1783) reconheceu a independência dos EUA e cedeu terras a oeste das colônias originais, estendendo a fronteira até o Rio Mississippi. Em 1789, a Constituição entrou em vigor, estabelecendo um governo federal presidencialista.

A expansão territorial para o Oceano Pacífico foi impulsionada pela ideologia do Destino Manifesto — a crença de que os EUA tinham a missão divina de expandir sua civilização.

O crescimento ocorreu por três vias principais: Compra de Territórios: Aquisição da Luisiana da França (1803), Flórida da Espanha (1819) e Alasca da Rússia (1867). A Guerra Mexicano-Americana (1846–1848) de anexação resultou na cessão pelo México de territórios que hoje formam estados como Califórnia, Texas, Nevada, Utah e Arizona. A definição de fronteiras ao norte com a Grã-Bretanha (como o Território do Oregon) originou expansão que resultou no extermínio ou deslocamento forçado de milhões de nativos americanos. Seguiu-se a Consolidação e Expansão Ultramarina (Século XX até hoje). A Guerra Civil (1861–1865) preservou a união e aboliu a escravidão, abriu caminhos para a industrialização massiva e a ascensão como potência mundial no início do século XX. Territórios Ultramarinos: No final do século XIX e início do XX, os EUA adquiriram Porto Rico, Guam e as Filipinas (após a Guerra Hispano-Americana), além de anexar o Havaí em 1898. Atualemente, o país é composto por 50 estados (os últimos, Alasca e Havaí, admitidos em 1959), um distrito federal (Washington, D.C.) e territórios como Porto Rico, Samoa Americana e Guam. A expansão foi até aqui baseada em influência econômica, política e militar global em vez de anexação formal de novos estados.
A insistência dos Estados Unidos na anexação ou compra da Groenlândia, que se intensificou significativamente no início de 2026 sob a administração de Donald Trump, baseia-se em um conjunto de fatores estratégicos, econômicos e de segurança nacional. O governo dos EUA declarou que a Groenlândia é vital para a segurança nacional, especificamente para o desenvolvimento do sistema de defesa antimísseis conhecido como "Domo de Ouro". A localização da ilha, entre a América do Norte e a Rússia, seria crucial para sistemas de alerta precoce e radares que monitoram ameaças aeroespaciais e movimentos de submarinos russos no Atlântico Norte.
Com o degelo polar, o Ártico tornou-se um novo tabuleiro de disputa entre potências. Os EUA buscam bloquear a expansão militar russa na região e tentar impedir que a China estabeleça infraestruturas ou controle comercial na ilha por meio de investimentos.
A Groenlândia possui vastas reservas de recursos que o degelo está tornando mais acessíveis. Terras Raras e lítio são essenciais para tecnologia de ponta, veículos elétricos e equipamentos militares, sendo que a China domina essa produção e os EUA querem garantir uma fonte alternativa, principalmente do material essencial para semicondutores eletrônicos, microchips e super-imãs (Super-ímãs de neodímio são fundamentais para os motores elétricos de alto desempenho, enquanto o lítio é o componente principal das baterias (íons de lítio) que alimentam esses carros. Existem ainda na ilha depósitos significativos de urânio, ouro, petróleo, gás natural, zinco e chumbo.
O atual aquecimento global está abrindo rotas comerciais polares que encurtam significativamente as viagens entre a Europa e a Ásia. O controle da Groenlândia daria aos EUA influência estratégica sobre esses novos caminhos de comércio global.
A situação atingiu um ponto de crise diplomática. Trump anunciou tarifas de até 25% contra países europeus (como Alemanha, França e Reino Unido) que se opuseram ao plano ou enviaram tropas para reforçar a segurança da ilha. Analistas estimam que uma eventual compra poderia custar cerca de US$ 700 bilhões, ainda que o governo da Dinamarca e o povo da Groenlândia mantenham posição firme de que o território não está à venda.
Donald Trump promove e utiliza crises externas para ganhar capital político interno. A insistência na anexação da Groenlândia e a criação de tensões diplomáticas em várias frentes parecem seguir uma estratégia de "dominação da agenda" antes de marcos eleitorais importantes.
As Eleições de Novembro de 2026 - Diferente das presidenciais, as eleições de novembro de 2026 são as "Midterms" (meio de mandato). Nelas, o foco de Trump é manter ou expandir a maioria republicana no Congresso. Essas eleições funcionariam como um termômetro para o seu governo. Perder o controle da Câmara ou do Senado dificultaria a aprovação de verbas para projetos como o "Domo de Ouro" ou a própria compra da Groenlândia.
Ao criar conflitos com aliados tradicionais (como as tarifas contra a Europa anunciadas para 1º de fevereiro, o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás de Maduro e sua mulher, Trump reforça a imagem de "América Primeiro" para sua base eleitoral, desviando a atenção de problemas internos como inflação ou investigações.
A Polêmica do Terceiro Mandato. O receio de ficar sem chances de um terceiro mandato, embora de de difícil solução legal, é uma componente do cenário. A Constituição dos EUA proíbe explicitamente pela 22ª Emenda que uma pessoa seja eleita presidente mais de duas vezes. Como Trump venceu em 2016 e 2024, está constitucionalmente impedido de concorrer em 2028. Em 2025 e no início de 2026, Trump afirmou publicamente que "não estava brincando" sobre buscar formas de permanecer no poder, sugerindo que existem "métodos" para contornar a lei. Aliados dele discutem táticas como tentar anular a 22ª Emenda (o que é quase impossível politicamente) ou usar interpretações jurídicas criativas (como concorrer a vice-presidente em 2028 e assumir após uma renúncia do titular).
A questão da Groenlândia escalou rapidamente em janeiro e faz girar veloz a roleta geopolítica" do planeta. Trump anunciou tarifas de 10% a 25% a países como Alemanha, França e Reino Unido por se oporem à sua visão sobre a Groenlândia. Líderes europeus alertaram que a agressividade de Trump em "tomar" o território de um aliado (Dinamarca) pode levar ao fim da aliança da OTAN, ainda que tais ações de Trump pareçam ser uma tentativa de consolidar poder e testar os limites das instituições americanas antes que o ciclo eleitoral de meio de mandato defina o futuro de sua agenda e de sua possível permanência no poder além de 2028.
Internamente, Trump passou a enfrentar problemas por interpretações da transformação do ICE (Immigration and Customs Enforcement) em uma força com poderes amplos e táticas agressivas, o gerou um clima de tensão extrema nos Estados Unidos, que muitos analistas descrevem como um despertar de sentimentos insurrecionais.(alimentado também pelo colapso social e econômico em vários estados da União³ )  
O ICE deixou de ser visto apenas como uma agência migratória para ser rotulado por críticos e até por antigos aliados de Trump como uma "polícia política" ou "polícia secreta". A agência tem sido acusada de usar o pretexto da segurança nacional para monitorar divergentes e prender ativistas políticos e críticos do governo nas redes sociais. Até influenciadores conservadores, como Joe Rogan, compararam "as táticas atuais do ICE às da Gestapo", questionando se o país está se tornando um estado policial. O sentimento de revolta popular atingiu o ápice após o assassinato de Renee Nicole Good, uma cidadã americana de 37 anos, mãe de três filhos, morta por agentes do ICE em Minneapolis em 7 de janeiro de 2026. O violento episódio desencadeou ondas de protestos em que cidadãos enfrentaram agentes federais inclusive com barricadas, enquanto esses responderam com gás lacrimogêneo e gás de pimenta. Observa-se uma mobilização multirracial sem precedentes, cidadãos naturais² e imigrantes unindo-se para obstruir as operações do ICE e abrigar "indocumentados".
Diante da resistência popular, Donald Trump ameaçou invocar a Lei de Insurreição (Insurrection Act¹) de 1807 para enviar tropas militares e sufocar os protestos em Minneapolis e outras cidades. Trump classificou os manifestantes como "insurrecionistas" e "agitadores profissionais", intensificando a divisão entre o governo federal e governos estaduais (como em Maryland, onde tenta proibir que ex-agentes do ICE de sua gestão trabalhem na polícia estadual).
A agência tornou-se a maior e mais bem financiada força de segurança da história dos EUA, com um orçamento de quase US$ 30 bilhões e a contratação de 12 mil novos agentes apenas em 2025. O uso de máscaras, trajes civis e veículos descaracterizados nas comunidades aumentou o medo e a desconfiança, levando a população a ver o ICE como uma força de ocupação em vez de proteção pública. O Departamento de Segurança Interna (DHS) anunciou que o ICE recebeu mais de 200.000 inscrições de cidadãos interessados em se juntar à agência. Este interesse massivo responde a uma campanha de recrutamento agressiva iniciada pelo governo Trump, que oferece bônus de contratação de até US$ 50.000. O governo estabelecera a meta de contratar 10.000 novos agentes de execução e remoção (ERO) até o final de 2025, tendo já superado esse número com 12.000 novos oficiais em serviço no início de 2026. Através da lei "One Big Beautiful Bill", o ICE recebeu cerca de US$ 170 bilhões para os próximos quatro anos, destinados a operações de deportação em massa e expansão da capacidade de detenção para até 100.000 leitos. Em resposta, a senadora Catherine Cortez Masto apresentou projeto de lei que propõe redirecionar cerca de US$ 30 bilhões do orçamento do ICE para financiar a contratação de 200.000 policiais locais em todo o país, para fortalecer o policiamento comunitário em vez de expandir a força federal de imigração.
O aumento da força e a agressividade nas táticas de prisão geraram revoltas populares, especialmente em Minneapolis, onde o Pentágono colocou 1.500 soldados em alerta em 18 de janeiro de 2026, após o presidente Trump ameaçar invocar a Lei de Insurreição para conter manifestantes.
Até o presente momento, os números relacionados à política de deportação em massa do governo Trump são alarmantes e têm gerado intensa controvérsia e revolta popular. Embora o governo tenha estabelecido a meta de deportar 1,3 milhão de pessoas por ano, o ritmo inicial em 2025 e início de 2026 tem enfrentado obstáculos logísticos e resistência jurídica. Estima-se que cerca de 250.000 a 300.000 pessoas tenham sido efetivamente removidas do país desde o início da nova fase agressiva da política migratória em 2025. O governo priorizou a deportação imediata de indivíduos com antecedentes criminais, mas as operações se expandiram rapidamente para trabalhadores sem documentos sem histórico criminal.
A rede de detenção do ICE atingiu sua capacidade máxima histórica. Existem atualmente cerca de 100.000 pessoas detidas em uma rede expandida que inclui centros privados, prisões locais e campos temporários construídos em bases militares e áreas remotas.O governo solicitou verba adicional para expandir essa capacidade para 250.000 vagas, visando processar o que chamam de "onda de remoção total".
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¹ O Insurrection Act de 1807 (Lei da Insurreição) é uma lei federal dos Estados Unidos que concede ao Presidente o poder de implantar as forças armadas (Exército e Marinha) e federalizar a Guarda Nacional dentro do território americano. Promulgada em 3 de março de 1807 pelo presidente Thomas Jefferson, a lei foi criada para responder a rebeliões internas, conspirações (como a de Aaron Burr) ou desobediência civil que impedem o funcionamento normal das leis federais ou estaduais. A legislação, formalmente "An Act authorizing the employment of the land and naval forces of the United States, in cases of insurrections", prevê Intervenção Federal: Autoriza o presidente a usar tropas ativas ou a Guarda Nacional para reprimir insurreições, rebeliões ou desordens civis. Serve como a principal exceção legal ao Posse Comitatus Act (1878), que geralmente proíbe o uso do exército federal para aplicação da lei civil (policiamento) dentro dos EUA. Pode ser invocada quando um governador ou legislatura estadual solicita auxílio para conter uma revolta. Quando o presidente decide que manifestações tornam "impraticável" a aplicação das leis federais pelos meios judiciais normais. Quando ações ilegais privam cidadãos de direitos civis, impedindo o cumprimento da lei. Embora autorize a intervenção, o objetivo original era garantir que os governos estaduais agissem primeiro, limitando o poder presidencial ao uso apenas em casos extremos de crise interna. A lei aplica-se a qualquer grupo, organização ou cidadãos envolvidos em atos considerados insurreição, rebelião ou que violem a lei federal de forma organizada. Já foi usada para combater a desobediência à segregação racial (Little Rock, 1957), motins raciais (Detroit, 1967) e distúrbios civis (Los Angeles, 1992). Em anos recentes (2020 e agora em 2026), Donald Trump ameaçou invocá-la para lidar com protestos, focando em "agitadores" e, mais especificamente em 2025/2026, contra desafios legais à atuação de agentes de imigração (ICE). O Insurrection Act é frequentemente confundido com a "lei marcial", mas são distintos. A lei marcial substitui o governo civil pelo militar, enquanto o Insurrection Act usa militares para garantir que a lei civil e federal seja aplicada. 
² Existe diferença, principalmente na forma como a cidadania é obtida, embora na maioria dos aspectos legais os direitos sejam os mesmos. No sistema estadunidense, faz-se uma distinção objetiva entre quem nasce cidadão (nato) e quem se torna cidadão (naturalizado/imigrante). 

Os Estados Unidos nunca estiveram tão divididos entre aparência e realidade. Por trás dos arranha céus brilhantes, das cidades tecnológicas e da imagem de potência mundial, existe um outro país — um país de barracas improvisadas, ruas destruídas, vícios descontrolados, violência crescente e estados inteiros lutando para não desmoronar. Neste documentário investigativo, revelamos os dez estados americanos que estão à beira do colapso, enfrentando crises tão profundas que muitos preferem ignorar. Atravessamos a Califórnia em decadência, o caos urbano do Oregon, as ruas marcadas pela pobreza do Mississippi, o desespero silencioso do Tenessi, a seca extrema do Arizona e os riscos ambientais da Louisiana. Mostramos cenas reais de abandono, explosão de moradores de rua, dependência química crescendo sem controle, bairros inteiros em ruínas, desertos avançando, colapso hídrico e cidades que já não conseguem garantir segurança para seus próprios habitantes. Este é o lado invisível da América. O lado que não aparece nos cartões postais. O lado que mostra o quanto o país mais rico do mundo pode estar mais frágil do que parece. 👉 Assista agora e descubra os sinais do colapso que ninguém quer admitir.


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